Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia
Brasil

Revogação da taxa das blusinhas corrige distorções, diz Amobitec

Entidade diz que taxação não atingiu objetivo de geração de empregos
13 mai 2026 às 17:57
Por: Agência Brasil
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A decisão de revogar a tributação sobre compras internacionais de pequeno valor – a chamada taxa das blusinhas – corrige uma política que não atingiu os objetivos propostos quando foi criada, segundo avaliação da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec).


Em vigor desde agosto de 2024, a taxa de 20% foi aplicada em compras internacionais online de até US$ 50. O governo federal, no entanto, voltou atrás e anunciou, na terça-feira (12), a decisão de zerar esse imposto.


Na avaliação da Amobitec, a aplicação da taxa resultou em aumento de preços ao consumidor no varejo nacional, “sem contrapartidas claras em geração de emprego e renda”. De acordo com o diretor-executivo da associação, André Porto, a taxa das blusinhas foi justificada, à época, como uma medida para estimular a indústria nacional, gerar empregos e aumentar a renda nos setores protegidos. No entanto, esses efeitos não foram verificados ao longo do período de vigência.


Aumento de preços 


“O que vimos foi aumento de preços e lucros, sem contrapartida. Estudos comprovaram que não houve geração de emprego nem aumento de renda nos setores beneficiados”, disse à Agência Brasil o dirigente da entidade. A avaliação se apoia em estudos de consultorias da Global Intelligence Analytics, que apontam ausência de ganhos em nível de emprego e indícios de reajustes acima da inflação.

Outras notícias

Dólar supera R$ 5 e bolsa cai quase 2% em dia de turbulência

Governo cria subsídio de até R$ 0,89 para segurar preço da gasolina

CNI critica fim da ‘taxa das blusinhas’ e alerta para impactos na indústria


Encomendado pela Amobitec, o estudo mostra que “os benefícios da medida foram absorvidos principalmente pelas empresas do varejo nacional por meio do aumento de preços em bens de consumo”. Além disso, a medida reduziu a demanda por produtos importados de menor valor no e-commerce internacional, com impacto negativo especialmente sobre o consumo e o poder de compra das classes de menor renda. A análise considera, segundo a associação, dados públicos de diferentes bases oficiais, como Receita Federal e PNAD, de 2018 a 2025, e os compara ao comportamento desses setores antes e após a implementação da taxação.


Acesso ao consumo 


Com a retirada do tributo, a expectativa da Amobitec é de ampliação do acesso ao consumo, especialmente entre a população de menor renda. Segundo André Porto, o modelo anterior criava uma desigualdade, já que consumidores de maior renda têm melhores condições para adquirir, durante viagens internacionais, bens no exterior, livres de taxações, enquanto os mais pobres dependem das compras online.


“A classe alta viaja e tem isenção de até US$ 1 mil. A medida justifica isenção para quem não pode viajar ao exterior”, argumentou. Para André Porto, a revogação representa o retorno a um modelo mais alinhado a práticas internacionais, sem prejuízo relevante para a economia. “Estamos retornando a um status do qual não deveríamos ter saído”, afirmou. A Amobitec, enquanto representante de plataformas de comércio online, reúne empresas como Amazon, Shein e Alibaba.


Críticas à revogação 


A Amobitec é uma das poucas entidades que manifestaram publicamente apoio à decisão do governo federal em zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. Confederação Nacional da Indústria (CNI), Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) são algumas das entidades que se disseram preocupadas com as consequências da revogação da taxa.


Em termos gerais, as argumentações apresentadas por essas entidades contrárias à revogação da taxa sugerem que a medida representa vantagem para empresas estrangeiras, na concorrência com o setor produtivo nacional. As companhias dizem que, nesse contexto, as empresas brasileiras ficariam sujeitas a tributações mais altas, o que acaba por promover desigualdade tributária na concorrência com plataformas internacionais.

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Brasil fecha 2025 com aumento de 5% no estoque de empregos

Economia
Imagem de destaque

Governo Federal zera 'taxa das blusinhas' para compras de até US$ 50

Economia

BNDES pretende investir R$ 50 bilhões no setor de minerais críticos

Economia

Inflação desacelera e fecha abril em 0,67%, pressionada por alimentos

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Foragido por estupro de vulnerável morre em confronto com o Choque

Cidade
Londrina e região

Mulher atropelada por ônibus em Londrina recebe alta sem fraturas

Cidade
Londrina e região

Palmeiras desembarca em Londrina e mobiliza torcedores

Cidade
Londrina e região

Bombeiros arrombam porta e encontram idoso morto na zona leste

Cidade
Londrina e região

Justiça absolve acusado de matar criança de 11 anos

Podcasts

Café com Edu Granado | EP 78 | Escola de Bombeiros | 1°Ten. Amaral, 2°Sgt. Vasconcelos, Cb. Orlandini

Falando de Gestão | EP 58 | Londrina: Raízes e Evolução | Dr. José Luis Pascual Filho

Café com Edu Granado | EP 77 | Gestão, Inovação e Conexão na Areia | Thiago Leme

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.