O ouro fechou a sexta-feira (13) em alta e acumulou ganhos na semana, impulsionado por expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) em 2026, após o índice de preços ao consumidor (CPI) de janeiro ficar abaixo do esperado. O metal também se beneficiou do ambiente de incerteza diante de tensões geopolíticas globais.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou com alta de 1,98%, a US$ 5.046,30 por onça-troy. A prata para março subiu 3,01%, a US$ 77,96 por onça-troy. Na semana, o ouro avançou 1,33% e a prata, 1,40%.
Expectativa de corte de juros fortalece ouro
Após o CPI, as apostas em uma flexibilização da política monetária pelo Fed em junho, mês apontado como mais provável para o início dos cortes, se intensificaram, segundo ferramenta do CME Group.
Para o horizonte até dezembro, o mercado se dividiu entre um corte acumulado de 50 pontos-base (pb) e 75 pb. Reduções nos juros costumam favorecer o ouro.
Além da questão econômica, a semana foi marcada pela troca de ameaças entre EUA e Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que "um acordo com Teerã pode ser alcançado no próximo mês", mas a administração decidiu enviar um porta-aviões para o Oriente Médio, reacendendo preocupações.
Segundo o ANZ Research, a persistente incerteza geopolítica e econômica, junto às dúvidas sobre a direção do Fed e o impacto das tarifas sobre crescimento e inflação, "devem reforçar ainda mais o apetite dos investidores pelo ouro como um ativo real".
Por outro lado, o Commerzbank avalia que os mercados de metais preciosos "se acalmaram um pouco" na semana, com o preço do ouro estabilizando em torno de US$ 5 mil por onça-troy. "Esperamos que a fase de consolidação continue por algum tempo, especialmente porque os participantes do mercado chinês, que recentemente causaram instabilidade, estão ausentes devido aos feriados", observa.
Com informações do Estadão Conteúdo.