O lateral-esquerdo Douglas Santos foi o escolhido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para conceder a entrevista coletiva oficial da Seleção Brasileira nesta terça-feira (16). O defensor, que atualmente defende o Zenit, da Rússia, foi questionado sobre a metodologia de trabalho do técnico Carlo Ancelotti e a acirrada disputa por posição no time titular antes do confronto decisivo da próxima sexta-feira (19), contra o Haiti.
Após a estreia amarga no Grupo C, que terminou em um empate por 1 a 1 com o Marrocos, a Seleção Brasileira direciona seu foco para a equipe caribenha. Embora o Haiti seja apontado por analistas esportivos como o adversário teoricamente mais frágil da chave, Douglas Santos evitou qualquer tom de salto alto e alertou para as valências físicas do rival.
"A gente está falando de uma seleção muito forte fisicamente e que tem se mostrado muito bem qualificada. Será um jogo muito difícil, em que o primeiro pensamento tem que ser vencer", projetou o lateral-esquerdo.
O jogador de linha defensiva reconheceu que o grupo precisará apresentar um futebol superior em relação ao exibido na rodada de abertura. Para furar o bloqueio defensivo do Haiti e somar os primeiros três pontos na tabela de classificação, o defensor apontou a precisão técnica e a intensidade de jogo como as principais ferramentas táticas exigidas pela comissão técnica.
Defesa ao mistério e rodízio tático de Carlo Ancelotti
Um dos temas centrais da coletiva foi o hábito do treinador italiano de divulgar a formação inicial aos atletas poucas horas antes de a bola rolar. A postura do "Mister" foi bastante debatida na estreia, quando a escalação do Brasil apresentou mudanças contestadas pela opinião pública, como a manutenção do atacante Endrick no banco de reservas e o improviso do zagueiro Ibañez na lateral direita.
Douglas Santos minimizou a polêmica, ressaltando que a prática é comum nos principais clubes do futebol europeu e serve como um elemento motivacional para manter todos os suplentes em plenas condições de jogo.
"Eu já tive muitos outros treinadores na Europa que nos passavam a escalação um dia antes do jogo, para que todos estivessem preparados. E para este jogo, o Mister fez isso. Acho que isso dá a oportunidade para todos se prepararem e focarem, porque se você desligar um pouco é Copa do Mundo, tiro curto, e um erro pode custar muito caro", justificou o atleta.
A equipe escalada por Ancelotti na estreia representou a 14ª formação diferente testada pelo treinador desde que assumiu o comando técnico da Amarelinha. Sem a confirmação de quem inicia a partida de sexta-feira, o elenco canarinho segue a rotina de treinamentos em solo norte-americano buscando corrigir as falhas de entrosamento na transição ofensiva.