Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Esportes

Nós não temos mais um Pelé. E não temos um Messi... Infelizmente!

Messi chegou a 16 gols na história das Copas
17 jun 2026 às 09:38
Por: Luciano Neves
Messi marcou três gols contra a Argélia
Roberto Schmidt

Antes mesmo de seu início, a Copa do Mundo de 2026 se credenciava como aquela que poderia destruir recordes. A estrutura da 23ª edição, por si só, já se exibia como imponente. É a primeira da história sendo realizada em três países. E também é a maior da história no número de participantes com 48 seleções. Logo, será a Copa com o maior número de partidas. Ao todo, serão 104 jogos. Justamente por isso deverá ser a Copa com o maior número de gols. Esse recorde pertence ao Mundial do Catar, que teve 172 gols. No entanto, a Copa de 2026, nos Estados Unidos, no México e no Canadá, já teve um terço disso antes mesmo do fim da primeira rodada. Foram 62 gols em vinte jogos até agora.


Vejam só como são as coisas. Nessa primeira semana de Copa do Mundo, foram os ‘velhinhos’ que brilharam. Um por evitar gols, caso do goleiro Vozinha, do estreante Cabo Verde. O jogador de 40 anos segurou o forte ataque da Espanha. Aliás, Cabo Verde comemorou como um título o seu primeiro pontinho somado em Copas do Mundo.


E no quesito bola na rede, recordes já estão sendo trucidados. E, gostando ou não, temos que nos render à genialidade de Lionel Messi, o maior artilheiro da história dos Mundiais. Ele foi o autor dos três gols na vitória da Argentina sobre a Argélia na estreia da atual campeã, na noite desta terça-feira, 16 de junho de 2026. Messi chegou a 16 gols alcançando a marca de Klose. O alemão chegou a 16 no Mundial de 2014, quando a Alemanha faturou o título aqui no Brasil. Aliás, o 16º gol dele ocorreu justamente na vitória por 7 a 1 dos alemães sobre a Seleção Brasileira. Talvez por isso, muitos de nós estejamos na torcida para que Messi se isole como o maior artilheiro da história das Copas. E não esqueçamos do francês Mbappé, que já tem 14 e aparece nessa disputa. O camisa 10 da França vivencia sua terceira Copa e tem duas finais no currículo, marcando gols em ambas, o que é digno de aplausos. Mas Messi é, simplesmente Messi. Aliás, esse sobrenome ecoa no mundo do futebol há duas décadas.

Outras notícias

Brasil estreia segunda semana da VNL Feminina 2026 contra a França nesta quarta-feira

STF condena Eduardo Bolsonaro a inelegibilidade e a 4 anos de prisão

Após polêmica com torcida, James faz última dança pela Colômbia na Copa


Vinte anos atrás, o ainda garotinho Lionel Messi já aparecia na seleção Argentina numa Copa do Mundo. Em 2006, na Alemanha, ele era o ‘caçulinha’ do time. Apenas 18 anos e com o número 19 nas costas. Ainda não era o protagonista daquela Argentina que caiu nas quartas de final para a anfitriã Alemanha. Ainda não era um fenômeno mundial no futebol. Mas já era gênio. Contra a Sérvia e Montenegro, marcou o primeiro dos 16 gols em Copas.


E olha só que curioso: naquele jogo, Messi jogou ao lado do xará Lionel Scaloni, hoje seu comandante na seleção Argentina. E no jogo contra a Argélia, Messi atuou no ataque ao lado de Almada, jogador que jogou aqui no Brasil e foi protagonista no Botafogo. Almada tem 25 anos e está em sua segunda Copa do Mundo. Mas quando Messi pisou no gramado pela primeira vez, em 2006, Almada tinha apenas cinco anos de idade. Faço essa comparação porque a impressão é que o tempo parou ao redor de Lionel Messi.


O ídolo Messi também foi alvo de contestações. Em 2010, já como astro supremo da Argentina, passou em branco na África do Sul. Aquela foi a única Copa em que ele não balançou as redes. E viu sua seleção ser enxotada nas quartas sendo goleada pela Alemanha.


As contestações ficaram maiores em 2014, quando Messi, em sua terceira Copa do Mundo, vivenciava a sua primeira final. Mas, mais uma vez, havia uma Alemanha no caminho. Messi chorou a perda do título... Ao contrário de nós, brasileiros, que um pouco antes lamentávamos um dos maiores vexames da história do futebol.


O Messi, de feitos épicos nos tempos de Barcelona, sofria mais uma vez com o jejum da seleção da Argentina, eliminada de maneira precoce no Mundial de 2018 pela França, que já contava com Mbappé. Derrota nas oitavas de final. Diante de mais essa queda, a conclusão parecia óbvia: Messi não tinha sido feito para a Copa do Mundo... Mas a Copa do Mundo viria a se render ao resiliente Messi.


A consagração veio em 2022, no Catar. Foram sete gols no torneio, dois deles justamente na decisão contra a França. Esse desempenho ajudou a tirar a Argentina da fila e chegar ao tricampeonato. Esse desempenho abriu a possibilidade de Messi se tornar o maior artilheiro da história das Copas em 2026. A Copa está só no início. E, pelo que tudo indica, ainda ouviremos o nome de Lionel Messi ser pronunciado. Gostaríamos que ele estivesse vestindo verde e amarelo...


Por falar nisso, a Seleção Brasileira é a maior da história. A única que esteve presente nos 23 Mundiais e única com cinco títulos. Mas, para desespero das gerações mais jovens, vivemos do passado. Nos tornamos o país do futebol graças a Pelé. E não temos mais um Pelé. O próprio Pelé, se estivesse vivo, estaria na torcida por um novo Pelé, o que é pouco provável que aconteça. Tivemos Ronaldo Fenômeno, Rivaldo, Roberto Carlos e Ronaldinho Gaúcho, que até jogou com Messi. Depois deles, nos apegamos a esta frase: “somos os únicos pentacampeões!” Hoje temos que reconhecer que a repetição dessa frase vinha com uma dose de soberba. Dizíamos isso como se os cinco títulos tivessem se tornado numa barreira instransponível no universo do futebol. O fato é que, após o penta, os fracassos têm se acumulado. E aquela barreira que parecia instransponível passa a ser mais um recorde a ser superado. A própria Alemanha, que fez 7 a 1 na gente em 2014, já começou a Copa com um outo 7 a 1 no modesto Curaçao. E hoje é a recordista no número de gols em Copas. Chegou a 239 contra 239 da Seleção Brasileira. Abram os olhos: a Alemanha é tetra e pode ser penta em 2026.


Mas, assim como o Brasil, os germânicos têm uma barreira pela frente. Precisam passar pela tricampeã Argentina, a detentora da taça e candidatíssima ao tetra.


E porque a Argentina é favorita? É porque ela tem algo que nenhuma outra seleção de futebol do planeta pode ter: o gênio Lionel Messi. 

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Esportes
Imagem de destaque

Messi vira maior artilheiro das copas e lidera Argentina em estreia

Esportes
Imagem de destaque

Veja os jogos de quarta-feira pela Copa do Mundo 2026

Esporte

Noruega goleia Iraque em retorno à Copa; Haaland marcou dois gols

Esportes

Pedro Muffato é ovacionado pelo público na Fórmula Truck

Mais Lidas

Brasil Urgente
Londrina e região

Operação prende três pessoas em oficina por golpe do pneu no Centro

Cidade
Londrina e região

Fogo em restaurante mobiliza bombeiros no Centro de Londrina

Cidade
Londrina e região

Queda de caminhão de prancha deixa um morto na PR-445

Cidade
Cascavel e região

Quadrilha explode bancos, rende policiais e bloqueia cidade durante mega-assalto no Paraguai

Cidade
Londrina e região

Presos por estelionato em loja de pneus respondem em liberdade

Podcasts

Podcast Pod Tah | EP 53 | Código Horse: Liderança e Conexão | Cassiana Pullin

Podcast Sem Cerimônia | EP 6 | As Regras da Justa Causa | Mayara Bispo

PodFala com a Tai | EP 17 | 17 anos de história, sucessos e pioneirismo no agro

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.