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Campanhas contribuem para colocar Paraná na liderança dos transplantes de órgãos

Situação que reforça a importância de ações como o Setembro Vermelho dedicado a ações de esclarecimento e incentivo à doação de órgãos e tecidos.
11 set 2024 às 10:24
Por: Assembleia do Paraná

O Paraná lidera uma estatística importante: é o estado com o maior número de doações por milhão de população (pmp) no Brasil. De janeiro a março, o Estado registrou 41,6 doações pmp, seguido por Rondônia (40,5), Santa Catarina (39,4) e Rio de Janeiro (26,9). A média nacional é de 19,1.


Os dados constam no Relatório da Associação Brasileira de Transplante de Órgão (ABTO), que mostram ainda que entre janeiro e junho de 2024, o Paraná registrou 648 notificações de potenciais doadores, resultando em 242 doações efetivas, o maior número de notificações registrado no estado.


Curitiba também alcançou o maior número de notificações e doações efetivas no primeiro semestre, com 234 notificações e 98 doações. Cascavel teve 148 notificações e 57 doações, Londrina 147 notificações e 41 doações, e Maringá 119 notificações e 46 doações.


Ainda assim, a ABTO mostrou queda nos indicadores nacionais, se comparados com os obtidos em 2023, quando o Brasil atingiu o número recorde de transplantes e, principalmente, com as taxas projetadas para 2024. Situação que reforça a importância de ações como o Setembro Vermelho dedicado a ações de esclarecimento e incentivo à doação de órgãos e tecidos.


A campanha foi instituída pela Lei estadual nº 18.803/2016 e define que durante o período, o Poder Público, em parceria com a iniciativa privada e entidades civis, poderá realizar campanhas de esclarecimento e incentivo à doação de órgãos e tecidos, visando implementar ações educativas para a população, desenvolvendo a consciência sobre a necessidade da ação. A legislação é de autoria do ex-deputado Nereu Moura.

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Já a Lei estadual nº 18.583/2015, de autoria do ex-deputado Dr. Batista, estabeleceu a Semana de Conscientização da Doação de Órgãos e Tecidos, a ser realizada anualmente na semana do dia 27 de setembro. Na data é comemorado o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos. Entre os objetivos está o reduzir a desinformação entre a população sobre o tema, estimulando o gesto humanitário.


A nível nacional, a Lei federal nº 11.584/2007, instituiu 27 de setembro como o Dia Nacional da Doação de Órgãos. Durante todo o mês, estados e municípios promovem campanhas dedicadas à conscientização e sensibilização sobre o tema


Família


O Paraná também possui a menor taxa de recusa familiar no País, segundo a ABTO. Houve ainda uma redução em relação ao ano passando quando foram 122 (27% das notificações) no primeiro semestre de 2023, para 103 recusas (25%) no mesmo período de 2024.


No Brasil, para ser um doador, é importante conversar sobre esse desejo com a família, que desempenha um papel de extrema importância nesse contexto, uma vez que a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar.


A estimativa é de que praticamente metade das famílias entrevistadas pelas equipes de saúde rejeitaram doar os órgãos após a morte dos potenciais doadores. Entre as justificativas mais comuns, estão a incompreensão sobre a morte encefálica, questões religiosas e a rejeição em esperar por um prazo maior para entrega do corpo.


Os órgãos doados são disponibilizados para pacientes que precisam de transplantes e estão aguardando em lista de espera. A lista é única, organizada por estado ou região e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).


No Paraná, 3,8 mil pessoas aguardam por um transplante, sendo a maioria por transplantes de rim (2.134 pessoas), seguido por córneas (1.420), fígado (245), coração (41), rim/pâncreas (19), pulmão (10) e pâncreas (2).


A coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR), Juliana Ribeiro Giugni, ressalta que o processo de doação e transplante é um trabalho cuidadoso e colaborativo que envolve diversos profissionais. 


Eles atuam desde a identificação do potencial doador, diagnóstico de morte encefálica, acolhimento, entrevista da família, a organização da distribuição dos órgãos e da logística de transporte dos órgãos, do doador até o hospital onde serão realizados os transplantes.

“A equipe não mede esforços para que cada doação seja efetivada e, assim, as pessoas que aguardam por um transplante tenham uma nova chance de vida”, afirmou.

Ferramenta


Para aumentar o número dos transplantes de órgãos no Brasil, uma nova ferramenta foi lançada esse ano. Trata-se da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), pela qual qualquer pessoa pode registrar em cartório — de forma on-line, rápida e gratuita — o desejo de doar os órgãos depois de morrer.

A nova ferramenta, que é resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Justiça e o Colégio Notarial do Brasil, permite que familiares consultem o sistema e saibam se o ente falecido desejava ser doador. 

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