Uma candidata do concurso público da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), realizado no último domingo (29), denunciou uma série de irregularidades na aplicação das provas em Londrina. Em relato anônimo, a participante descreveu um cenário de desorganização, que incluiria o uso indevido de aparelhos eletrônicos e falhas graves na fiscalização.
Segundo a denúncia, as normas de segurança previstas em edital teriam sido ignoradas em diversas salas. A candidata afirmou ter presenciado concorrentes utilizando relógios e manuseando celulares que deveriam estar lacrados. "Teve gente que colocou o celular dentro do saquinho já dentro da sala; teve gente com o saquinho lacrado que abriu, disse que não estava desligado, saiu e ficou um tempo lá fora", relatou.
A fiscalização com detectores de metais também foi alvo de críticas. Segundo a depoente, o procedimento teria sido apenas formal, sem vistoria efetiva nas mochilas. A participante mencionou, ainda, a circulação de imagens nas redes sociais mostrando comprovantes de inscrição sobre as mesas, o que indicaria o uso de aparelhos de captação de imagem durante o exame.
O despreparo dos fiscais foi apontado como o principal motivo para a "bagunça" relatada. Candidatos já articulam pedidos de anulação da prova junto ao Ministério Público. Diante das reclamações, a Secretaria de Estado da Administração e Previdência (Seap) notificou a Fundação Fafipa nesta terça-feira (31), exigindo que a banca se manifeste formalmente sobre os relatos de irregularidades.
O certame é um marco para a gestão estadual, sendo o primeiro para o quadro próprio da Saúde desde 2016. Ao todo, 92.725 candidatos estão inscritos para as avaliações, que ocorreram simultaneamente em Cascavel, Curitiba, Guarapuava, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Umuarama.