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Estações mais quentes do ano marcam o período de reprodução de pássaros e, com isso, ninhos e filhotes ficam expostos no perímetro urbano.

27 nov 2024 às 14:58
Por: Agência Estadual de Notícias
Foto: Patryck Madeira/SEDEST

Junto com a primavera e o verão, as estações mais quentes do ano, chega também o período de reprodução de diversos animais da fauna silvestre. Momento de ter atenção redobrada para não prejudicar a renovação das espécies, especialmente no caso das aves.


Médico veterinário do Instituto Água e Terra (IAT), Pedro Chaves de Camargo explica que é comum nessa época que pássaros como pardais (Passer domesticus), rolinhas (Columbina talpacoti e Columbina picui), e bem-te-vis (Pitangus sulphuratus), entre outros, façam ninhos pelos forros, calhas e varandas de casas e apartamentos ou em áreas de construção, além de praças e jardins de centros urbanos.  


Para evitar acidentes, garantindo a reprodução plena das aves, o profissional separou algumas dicas do que fazer ao avistar o ninho ou um filhote de pássaro. Por exemplo, ao encontrar um filhote fora do ninho, é preciso levar em consideração as seguintes características:

 - Sem penugem: é um ninhego, um filhote muito novo que não deve sair do ninho. Se seguro, tente devolvê-lo ao ninho com cuidado.

 - Pouca penugem: este filhote está começando a explorar o ambiente, mas ainda tem pouca mobilidade. Observe de longe e verifique se os pais estão próximos.

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 - Coberto de penugens: é um pássaro jovem que está aprendendo a voar e, por isso, pode estar pulando ou se debatendo no chão. Os pais estão por perto ajudando, então evite intervir.

O que fazer:

- Filhote fora do ninho, mas sem ferimentos: observe a distância. Os pais provavelmente estão cuidando dele. Caso os pais não apareçam por alguns minutos, o filhote deve ser manejado cuidadosamente ao ninho, para evitar que predadores o peguem.


- Filhote ferido: coloque-o com cuidado em uma caixa segura e acione a Secretaria de Meio Ambiente da sua cidade ou um Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS). Há espaços deste tipo em Curitiba, Londrina, Cascavel, Guarapuava, Maringá e Foz do Iguaçu.


Ainda de acordo com o veterinário, o manejo do animal deve ocorrer de forma rápida, mas com delicadeza, para evitar que seu desenvolvimento seja afetado futuramente. “O que é importante observar sempre no caso de aves caídas é se há um ninho em volta para que o animal possa ser colocado rapidamente de volta ao seu lugar de origem. Isso evita que se faça muito manejo e que ele fique sobre cuidado humano, o que pode comprometer a soltura e o seu desenvolvimento futuramente”, afirma.


Ele reforça, também, que o cuidado imediato dos filhotes é fundamental para aumentar as chances de sobrevivência, possibilitando assim que outros animais que necessitam de maior cuidado sejam atendidos nos centros especializados em fauna silvestre.


“Seguindo essa ordem de ações, conseguiremos fazer com que o maior número possível de indivíduos tenha a chance de se desenvolver e virar um adulto, para voar e reproduzir. Quanto mais animais forem tirados do meio ambiente e encaminhados a instituições de atendimento, mais se sobrecarrega esses locais, comprometendo, inclusive, o atendimento à fauna vitimada por outros fatores”, destaca Camargo.

Outra dica importante do especialista: mexer nos ovos ou alterar e tirar o ninho do local é crime ambiental, previsto na lei de crimes ambientais nº 9.605/98.


AJUDE A FAUNA – Ao avistar algum animal silvestre ferido entre em contato por meio da Ouvidoria do Instituto Água e Terra (IAT) ou com o Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde, da Polícia Militar do Paraná. Isso vale, também, para o fazer denúncias de atividades ilegais contra animais,

Se o cidadão preferir, pode também ligar para o Disque Denúncia 181. É preciso informar de forma objetiva e precisa a localização e o que aconteceu com o animal. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem fazer o atendimento.

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