Segue até a meia noite desta terça-feira (19) a paralisação de Policiais Civis de todo o Paraná contra o Governo do Estado. O protesto é por conta do descontentamento com a proposta de reajuste salarial de 3% enviada pelo Governo à Assembleia Legislativa.
Segundo o Sindicato da Polícia Civil (Sindipol), a proposta causa distorção salarial entre investigadores e escrivães de polícia, e ainda, perda salarial para todos.
A orientação para os servidores nesta terça-feira é que apenas realizem trabalhos que constem dentro das atribuições legais de cada um. "Os servidores dentro da Polícia Civil vem executando há muito tempo tarefa de duas ou três pessoas. Os investigadores, por exemplo, fazem papel de escrivães e papiloscopistas sozinhos. Então nós queremos demonstrar para o governo que nós estamos fazendo trabalho de mais de 50% do efetivo que deveríamos ter e não temos. Cada um fazendo só o seu papel, o trabalho vai ser acumulado”, disse Eli Almeida, presidente do Sindipol.
Além da falta de pessoal, o protesto também reivindica um melhor reajuste salarial. "Na última tabela que reestruturou o salário do policiais nós tivemos um ganho, mas na verdade, ao longo da carreira tivemos muitas perdas. De cinco em cinco anos tínhamos 5% de aumento, mas isso foi reduzido para 4%, além de diferenças entre o aumento entre uma classe e outra. Então na verdade, o governo deu com uma mão e retirou com a outra", declarou Almeida.
Apesar da paralisação, o atendimento ao publico não está suspenso. Estão sendo realizados serviços de locais de morte, homicídio e medidas protetivas de urgência contra mulheres ou crianças.