O julgamento de Ronaldo Massuia Silva foi interrompido na tarde desta quinta-feira (10), em Curitiba, após o réu tentar tirar a própria vida dentro de uma cela no fórum enquanto aguardava o término do depoimento da última testemunha de acusação. O ex-policial é acusado pela morte do fotógrafo André Muniz Fritoli e por tentativas de homicídio em um ataque a tiro ocorrido em um posto de combustíveis na capital em 2022.
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) informou que equipes do 33º Batalhão prestavam apoio ao Tribunal do Júri quando foram acionadas pela defesa do réu. Policiais entraram na cela e contiveram Massuia, que tentava se enforcar utilizando uma peça de vestuário. O acusado recebeu primeiros socorros de um bombeiro civil que atuava no local e passou por avaliação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Conforme a corporação, a avaliação médica constatou que o custodiado não apresentava lesões e estava com os sinais vitais preservados, não havendo necessidade de encaminhamento hospitalar. Após os procedimentos no fórum, Massuia foi reconduzido à unidade prisional de origem.
Diante da gravidade do episódio, a juíza responsável pelo caso determinou a dissolução do Conselho de Sentença, anulando o andamento do processo e exigindo a marcação de uma nova data para o júri popular. Em nota, a assistência de acusação destacou que as provas produzidas foram preservadas, que o réu permanecerá preso e que um inquérito policial foi aberto para investigar as circunstâncias do ocorrido no fórum.