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Abusivo e viajante: ex-mulheres traçam perfil de homem acusado de matar Rachel Genofre

23 out 2019 às 15:08
Por: Redação Tarobá News

A morte da menina Rachel Genofre, de nove anos, não foi o primeiro e nem o último crime atribuído a Carlos Eduardo dos Santos, de 52 anos. De acordo com linha do tempo divulgada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (23), são pelo menos 29 crimes atribuídos a ele, entre estelionatos, estupros contra crianças e outros. Durante as investigações, os investigadores conversaram com mulheres que mantiveram relacionamento com Carlos Eduardo e elas ajudam a traçar um perfil, que mostra um comportamento abusivo e com poucos momentos em casa.

Segundo a primeira esposa, com quem Carlos Eduardo manteve um relacionamento de cinco anos e com dois filhos, o comportamento para ela na ocasião parecia normal. “Como eu não entendia nada, já que ficamos juntos quando eu ainda tinha entre 12 e 13 anos, achava que era normal, o jeito dele. As relações sexuais naquele momento não me pareciam forçadas, mas eram sempre na base do ‘deixa, deixa, deixa’. Depois da nossa separação, ele ainda tentou me ligar algumas vezes, e ele sumiu”, declara.

Essa primeira mulher engravidou com 13 anos. Hoje, os dois filhos não mantém qualquer tipo de contato com o pai e chegam a afirmar ter “vergonha” do registro na Certidão de Nascimento.

Santa Catarina

Ao longo de seus 31 anos de crimes, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conseguiu traçar a passagem dele por 18 cidades, entre os estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

E foi em Santa Catarina, que Carlos Eduardo conheceu sua segunda esposa. Ela já relata um comportamento diferente do período em que estiveram juntos, mas conta uma segunda característica que ao que parece se tornou constante: a de estar sempre viajando.

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“Para mim, era o homem mais santo da Terra. Logo no início, ele já quis casar para poder se tornar pastor e afirmava que era advogado. E era o uso dessa profissão que ele usava como desculpa para as viagens, dizia que estava indo dar palestras”, diz a 2ª esposa.

Na conversa com os policiais, ela diz ainda que só passou a suspeitar de Carlos Eduardo após uma ligação telefônica. “Essa pessoa pediu para eu sair de casa que meu marido seria morto. Quando soube do estelionato, fiquei pasma. Após o término, minha vida virou um inferno por causa dele”, conclui.

Volta a São Paulo

Na volta para o estado de São Paulo, ainda antes ao crime que matou Rachel, Carlos Eduardo teve um breve relacionamento com uma mulher. Este relacionamento causou um prejuízo de R$ 2 mil à mãe da mulher, já que o criminoso aplicou um golpe.

Última conhecida

Por fim, a última esposa conhecida de Carlos Eduardo teve um relacionamento com ele posterior ao ano de 2008, ano da morte da pequena de nove anos em Curitiba.

Com a mesma desculpa das palestras advocatícias, o suspeito pouco permanecia em casa, no estado de São Paulo. Segundo a esposa, a relação era conturbada. “Eram muitas ameaças e ele me forçava a manter relação sexual sob o uso de cocaína. Em meio a isso, ele me trancava em casa e eu precisava de ajuda para sair. O relacionamento acabou, após eu descobrir o uso de documentos falsos e o sumiço dos meus documentos”, comenta.

Com o término, ela relata que Carlos Eduardo chegou dizer que pertencia a uma facção criminosa e pagar pessoas para fazer ameaças contra ela.

Prisão

Carlos Eduardo foi preso em 2016, acusado de vários estelionatos no estado de São Paulo. Em meio a 31 anos desde seu primeiro crime identificado, ele fugiu da cadeia por três vezes.


Fonte: Portal Banda B.

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