Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política
Brasil

AGU apresenta defesa de Janja em ação que questiona gastos em viagens

No documento apresentado à Justiça, Janja, e a Advocacia-Geral da União pedem que a ação popular seja arquivada sem análise do mérito
30 jun 2025 às 18:19
Por: Estadão Conteúdo e Band
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou na sexta-feira (27) à Justiça Federal de Brasília o pedido de arquivamento de uma ação que pretende impedir o uso de dinheiro público e de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para as agendas internacionais da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja.

A ação foi movida pelo advogado Jeffrey Chiquini e pelo vereador de Curitiba, Guilherme Kilter (Novo-PR), de 21 anos. Eles alegam que as viagens internacionais da primeira-dama são uma "afronta direta aos princípios constitucionais da legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência administrativa", já que ela seria uma pessoa "sem vínculo com o serviço público".

Além disso, Kitler e Chiquini sistentam que "as viagens da primeira-dama geraram gastos com passagens internacionais, hospedagens, diárias em dólar, deslocamento por aeronaves da FAB e estrutura de apoio logístico, tudo isso sem respaldo legal específico". As viagens foram autorizadas por decretos presidenciais.


O advogado e o vereador protocolaram a ação em maio deste ano, questionando as viagens a Nova York, em março de 2024, a Roma, em fevereiro e em abril de 2025, a Paris, em março de 2025, e a Moscou e São Petersburgo, em maio deste ano. Segundo Janja, os deslocamentos foram realizados como parte de compromissos oficiais e em representação do Brasil.


Além de tentar impedir que a União custeie viagens internacionais feitas pela primeira-dama, os autores da ação também pediram que ela e o governo sejam condenados a devolver os valores gastos. A AGU rebateu aos dados e informou a liminar já foi negada pela Justiça.


Os pedidos foram negados porque a Justiça entendeu que não há provas claras de que as viagens da primeira-dama tenham causado prejuízo aos cofres públicos ou violado a lei. Como afirmou o juiz na decisão citada pela AGU, não há, por enquanto, "elementos suficientes para comprovar a ilegalidade dos atos administrativos questionados".


Além disso, a advogada da União, Camila Virgínia Rocha Pachêco, responsável pela defesa de Janja, classificou a ação como tentativa de "ativismo judicial" por parte dos autores para tentar violar o princípio da separação entre os poderes.

Outras notícias

Câmara aprova projeto que permite divulgar imagens de crimes em comércios

Lula critica países do Conselho de Segurança da ONU por guerra no Irã

Vorcaro é transferido para superintendência da PF em Brasília


"Com efeito, os autores populares pretenderes impor uma obrigação ao Poder Judiciário de ter que se posicionar a respeito da melhor ou pior conotação da política da atual Administração do país. Embora sob a roupagem jurídica, essa empreitada acaba por exigir uma postura do Poder Judiciário com nítido viés antidemocrático, beirando ao ativismo", diz a defesa.


Pedidos da defesa


No documento apresentado à Justiça, Janja, e a Advocacia-Geral da União pedem que a ação popular seja arquivada sem análise do mérito. A defesa alega que os autores não demonstraram interesse jurídico legítimo para mover o processo e que a Ação Popular não seria o instrumento adequado para discutir o tema. Além disso, argumentam que a petição inicial é genérica e mal formulada, o que tornaria impossível dar continuidade ao processo.


A defesa também argumenta que, se a Justiça decidir levar o processo adiante, os pedidos feitos pelos autores devem ser rejeitados, com o reconhecimento de que as viagens internacionais de Janja foram legais e dentro das regras.


A AGU ainda pede que, se a Justiça entender que a ação foi movida de forma irresponsável ou com intenção de causar tumulto, os autores sejam multados. Por fim, solicita que tanto Janja quanto a União possam apresentar novas provas caso isso seja necessário durante o andamento do processo.


Ações judiciais contra Janja


Janja já foi alvo de outras investidas de parlamentares da oposição. A deputada federal Rosângela Moro (União-SP) apresentou um projeto de lei para barrar a "institucionalização" da primeira-dama da República como um "agente público simbólico".


A proposta foi apresentada em 8 de abril, depois de a Advocacia-Geral da União (AGU) publicar uma orientação normativa que define regras de "publicidade e transparência" para a agenda e os gastos da primeira-dama.

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

Deputada que fez blackface em SP declarou-se parda à Justiça Eleitoral

Política
Imagem de destaque

Deputado do PL a Hilton na Comissão da Mulher: "Qual tamanho do seu útero?"

Política

Flávio Bolsonaro pede aplicação de lei para prisão domiciliar do pai

Política

Gilmar anula quebra de sigilo que liga fundo a empresa de Toffoli

Mais Lidas

Cidade
Cascavel e região

Pai teria engravidado a filha: polícia interrompe velório de bebê, após denúncia de abuso

Cidade
Cascavel e região

Prefeitura decreta novo regulamento para emissão de atestados médicos em toda a rede pública de saúde

Cidade
Londrina e região

Técnica de enfermagem é agredida por paciente na UPA Mater Dei em Londrina

Brasil e mundo
Brasil

Jovem 'acorda' e tosse durante o próprio velório e caso gera repercussão; entenda

Cidade
Londrina e região

VÍDEO: Filha flagra mãe no motel traindo e encaminha vídeo para o próprio pai

Podcasts

Podcast PodFala com a Tai | EP 11 | Do Acaso ao Sucesso Musical | João Felipe e Murillo

Podcast PodGuest | EP 21 | Espiritualidade e Terapia Holística | Marcia Bernardes

Podcast Arte do Sabor | EP 16 | Azeite na formação do paladar

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.