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Política

Bolsonaro e PSL influenciaram saída de Filipe Barros da corrida eleitoral

05 out 2020 às 12:06
Por: Redação Tarobá News

Pré-candidato a prefeito de Londrina, o deputado federal Filipe Barros (PSL) divulgou um texto, por meio de sua assessoria de imprensa, em que aponta as causas por ter abandonado a disputa eleitoral em 2020.

Entre os principais motivos estão a influência de Jair Bolsonaro e o papel de Barros na reconstrução do PSL, que pode até levar o presidente de volta à sigla. Após a eleição, Bolsonaro rompeu com o PSL e tentou fundar o próprio partido.

O texto divulgado pela assessoria de Barros aponta que a proximidade com o chefe do Executivo e o trabalho que tem sido feito em Brasília influenciaram na decisão de não concorrer para comandar a cidade de Londrina.  Um pedido pessoal do presidente fez com que o deputado permanece em Brasília.

“Apesar do desejo de fazer mais por sua cidade, como prefeito, o jovem deputado já não é mais apenas uma liderança regional, mas um ‘player’ fundamental em tabuleiros mais amplos, dominados por poucos. Sua saída do jogo poderia ter consequências imprevisíveis. O presidente Bolsonaro preferiu não arriscar e pediu que Filipe ficasse em Brasília”, revela.

Entre as missões dadas à Filipe Barros, uma das principais seria unir, novamente, o PSL ao presidente Bolsonaro, que se desfilou após desavenças com Luciano Bivar, presidente da legenda. Assim, Bolsonaro poderia até voltar ao partido para disputa da reeleição em 2022.

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Confira a nota da assessoria do deputado Filipe Barros na íntegra:

No dia 26 de setembro, o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) anunciou que sairia da disputa pela prefeitura de Londrina nas eleições 2020, que foi previamente anunciada no dia 16, na convenção do partido. A opção surpreendeu alguns, mas, de acordo com o parlamentar, a difícil decisão foi tomada após ouvir vários agentes políticos de grande relevância, além de influentes lideranças populares da cidade de Londrina.

A voz mais importante teria sido a do próprio presidente da república, Jair Bolsonaro, de quem Filipe é próximo, desde o tempo em que o atual chefe do Executivo era deputado federal. O fato é que nesses quase dois anos em Brasília, Filipe entrou para restrito círculo dos homens de confiança do presidente, aos quais são repassadas missões delicadas, que exigem grande dose de confiança por parte de Bolsonaro e de lealdade por parte de quem recebe a tarefa.

Foi assim que Barros tornou-se, por exemplo, o único parlamentar indicado pelo presidente para assumir a função de conselheiro na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, órgão vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) que investiga sumiços e homicídios ocorridos durante o regime militar, tema de grande interesse para o ex-capitão do Exército que hoje governa o país. A nomeação ocorreu em julho de 2019.

Durante toda a gestão PT, a comissão favoreceu a narrativa que protegia terroristas. Sob o comando de Bolsonaro, a diretriz deveria ser outra, mais equilibrada, e certamente encontraria resistência. A missão exigiria firmeza de princípios e disposição para o enfrentamento, características que tanto o presidente quanto a ministra Damares Alves viram em Filipe Barros.

Outras evidências de proximidade entre Filipe Barros e Bolsonaro são confirmadas por qualquer jornalista que acompanhe a rotina no Palácio do Planalto. Diferentemente da grande maioria de seus colegas, Barros não marca agenda. Simplesmente vai ao Planalto, com frequência, no mínimo, semanal, diz que quer falar com o presidente, e assim o faz.

Não por acaso, coube a ele outra missão delicadíssima, que segue em curso, e foi recentemente revelada pela revista Veja: reunificar o rachado PSL de modo a, talvez, preparar o caminho para o retorno de Bolsonaro ao partido.

Em 2019, as manchetes de jornal deram grande destaque à guerra fratricida protagonizada pelo partido de Luciano Bivar após a desfiliação de Bolsonaro. Filipe Barros, claro, ficou do lado bolsonarista e foi punido por isso, perdendo a presidência do partido em Londrina e várias possibilidades de ação dentro da Câmara dos Deputados.

Passado quase um ano do ápice dos conflitos, e diante das dificuldades em colocar de pé um novo partido, Bolsonaro convocou Filipe para ser seu porta-voz na retomada de um diálogo que pode ser proveitoso para os dois lados. Na outra ala, foi Antonio Rueda, o vice-presidente do PSL, quem tem negociado em nome de Bivar. Há meses, Barros e Rueda trabalham numa meticulosa articulação, cheia de variáveis, que pode devolver a paz ao segundo maior partido da Câmara e, quem sabe, trazer de volta o principal responsável pelo crescimento excepcional obtido nas eleições de 2018: Bolsonaro. Os primeiros frutos dessa negociação já surgiram e Filipe Barros voltou a ser presidente do PSL em Londrina.

 Todo esse complexo contexto pesou na balança para a decisão de Filipe. Apesar do desejo de fazer mais por sua cidade, como prefeito, o jovem deputado já não é mais apenas uma liderança regional, mas um player fundamental em tabuleiros mais amplos, dominados por poucos. Sua saída do jogo poderia ter consequências imprevisíveis. O presidente Bolsonaro preferiu não arriscar e pediu que Filipe ficasse em Brasília

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