Política

Caso Parra: Rosa da Saúde teve crise nervosa e não depôs

05 abr 2019 às 00:00

O portal Tarobá News apurou que, de fato, três assessoras do vereador investigado Roberto Parra(MDB ) compareceram ao Gaeco e só duas deram  depoimentos. Ambas negaram devolver parte dos próprios  salários ao político. A ex-servidora Rosa da Saúde, exonerada desde quarta(3), sofreu crise nervosa,  não conseguiu concatenar respostas às indagações e fez o promotor Sergio Machado cancelar a oitiva dela. Nova data será remarcada. "Está abalada pelo assédio e ameaças do Fernando", diagnostica Parra. "Ela não sabe mentir", devolve Hallberg. Sem barulho,  nesta sexta(5) o Gaeco deverá ouvir nova testemunha no caso Parra que, por sua vez, tem pressa de depor e deverá se encontrar com Machado até o final do mês. As investigações já duram 15 meses. O pedido de perícia no celular de Parra apreendido e enviado ao Instituto de Criminalística, em Curitiba, tem o número 6.000 numa fila de espera com 19.000 solicitações. Machado solicitou devolução e tentará periciar em Cascavel. O investigado segue alegando inocência, acusando Fernando Hallberg de estar assediando e ameaçando. A partir de agora, o MP também avaliará áudio registrando conversas entre Rosa e Hallberg. A gravação pode comprovar pedido de ajuda dela, contra Parra. Ninguém confirmou a existência de vídeo mostrando assessora contando dinheiro dentro do gabinete.


Ética e Decoro

Novidade nesta sexta poderá ser o protocolo de dois pedidos dirigidos à Comissão de Ética e Decoro. A mesma que encaminhou cassação do mandato de Damasceno Júnior. Um,  citando Roberto Parra para ser investigado. Outro, com o mesmo teor  contra Fernando Hallberg. O clima entre vereadores e servidores ficou mais pesado depois da coletiva de Roberto Parra, na tarde de hoje (4).

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