Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política

Grupo da Lava Jato na PGR entrega o cargo em protesto contra Raquel Dodge

04 set 2019 às 21:45
Por: Estadão Conteúdo

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sofreu nesta quarta-feira, 4, a maior baixa na sua gestão na Procuradoria-Geral da República (PGR) com a entrega coletiva de cargos entre os procuradores que investigam os casos da Operação Lava Jato. Até o braço-direito de Dodge na área criminal, Raquel Branquinho, deixou o posto.

A equipe da PGR responsável por cuidar dos casos da Operação Lava Jato decidiu nesta quarta-feira pedir o desligamento do cargo, sob a alegação de "incompatibilidade" com entendimento de Raquel Dodge. O mandato de Dodge, alvo de crescente insatisfação interna dentro do Ministério Público Federal, se encerra no dia 17 deste mês.

O desligamento foi pedido por Raquel Branquinho e pelos procuradores Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely e Alessandro Oliveira. Segundo a reportagem apurou, o desentendimento da equipe com Raquel Dodge está relacionado com a delação premiada do executivo Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS.

Ao encaminhar o acordo de colaboração premiada para homologação do Supremo Tribunal Federal (STF), Raquel pediu o arquivamento de parte da delação que trazia implicações ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e um dos irmãos do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, informaram à reportagem sob a condição de anonimato fontes que acompanham a investigação.

Toffoli e Maia articularam nos bastidores uma possível recondução de Raquel Dodge ao cargo, mas o presidente Jair Bolsonaro já sinalizou que optará por um homem para chefiar o órgão. Raquel Dodge é criticada pelo círculo interno do presidente por não ter, na avaliação deles, priorizado o combate à corrupção na sua gestão, nem destravado acordos de colaboração premiada, além de ter denunciado o próprio presidente e o seu filho, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) - respectivamente por racismo e suposta ameaça a uma jornalista.

Outras notícias

Defesa de 'Débora do Batom' pede redução de pena após derrubada de veto

Bolsonaro apresenta boa evolução de cirurgia no ombro

Trump diz que pretende assumir o controle de Cuba ‘em um futuro próximo’

"Devido a uma grave incompatibilidade de entendimento dos membros desta equipe com a manifestação enviada pela PGR ao STF na data de ontem (03.09.2019), decidimos solicitar o nosso desligamento do GT Lava Jato e, no caso de Raquel Branquinho, da SFPO. Enviamos o pedido de desligamento da data de hoje", disseram em nota seis integrantes do Ministério Público Federal que atuavam nos processos criminais.

O grupo de integrantes do MPF disse em mensagem disparada aos colegas que "foi um grande prazer e orgulho servir à Instituição ao longo desse período, desempenhando as atividades que desempenhamos". E afirma que o "compromisso será sempre com o Ministério Público e com a sociedade", em crítica à procuradora-geral.

Não foram as primeiras baixas da equipe de Raquel Dodge na área criminal. Em julho, o ex-coordenador da Lava Jato, José Alfredo, havia abandonado o posto em julho, também em desacordo com a atuação da procuradora-geral. Em março, os procuradores Pablo Coutinho Barreto e Vitor Souza Cunha, que eram chefes da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (SPPEA), haviam também pedido desligamento da função.

Instabilidade

A gestão de Raquel Dodge à frente da PGR foi alvo de uma série de crises internas que marcaram o fim do seu mandato. A criação de um fundo bilionário da Lava Jato colocou a procuradora em rota de colisão com a força-tarefa do Paraná que cuida das investigações. Raquel acionou o Supremo para que fosse anulado o acordo firmado pelos procuradores de Curitiba com a Petrobras, que resultaria na criação de uma fundação gerida por eles mesmos.

Raquel Dodge também viu, na reta final do seu mandato, o STF instaurar por iniciativa própria um inquérito instaurado para apurar ameaças e ofensas disparadas contra os ministros do tribunal. A procuradora pediu o arquivamento do caso, mas foi ignorada - as investigações do inquérito, que segue em andamento, estão sendo feitas sem a participação do Ministério Público Federal, como geralmente ocorre.

COM A PALAVRA, A PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA

Ao confirmar que recebeu pedido de desligamento de integrantes de sua equipe na área criminal, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reafirma que, em todos os seus atos, age invariavelmente com base em evidências, observa o sigilo legal e dá rigoroso cumprimento à Constituição e à lei. Todas as suas manifestações são submetidas à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

Cirurgia de Jair Bolsonaro ocorre sem intercorrências, diz boletim

Política
Imagem de destaque

"Derrota do governo Lula é vitória do Brasil", diz Flávio Bolsonaro

Política

Bolsonaro é internado para realizar cirurgia no ombro em Brasília

Política

TSE determina eleições diretas em Roraima após cassação de governador

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Motorista é morto com tiro na cabeça e carro capota na PR-090 em Sertanópolis

Cidade
Londrina e região

Regularização fundiária avança em Londrina e vai atingir mais de 5 mil chácaras

Cidade
Londrina e região

Mãe de quatro crianças é morta a tiros e polícia procura assassino na região

Cidade
Londrina e região

Moradores usam água de piscina para conter incêndio no Conjunto Santiago

Entretenimento
Brasil

Matheus, dupla de Kauan, anuncia término com Paula Aires após 14 anos

Podcasts

Conversa com Nassif | EP 13 | Direito de Família e Afeto no Mosaico da Vida | Bruna Foglia

Podcast O Construtor | EP 4 | A Alma da Arquitetura | Marcelo Melhado

Podcast Admita Insight | EP 1 | Como as empresas devem lidar com os riscos psicossociais a partir de agora | Ester Falaschi; Dr. Alexandre Hirade e Dr. Jorge Polverini

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.