O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 mostrou uma divisão regional do eleitorado brasileiro. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente, venceu em 13 estados, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) foi o mais votado em outros 13 e no Distrito Federal.
Lula teve seu principal apoio no Nordeste, onde venceu nas nove unidades da federação. O petista também superou o adversário em Minas Gerais e em três estados do Norte: Pará, Amazonas e Amapá.
Flávio concentrou as vitórias no Sul, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste e do Norte. Apesar da divisão territorial, a Presidência foi definida pela soma dos votos válidos em todo o país, e não pela quantidade de estados conquistados por cada candidato.
Na apuração nacional, Lula recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
Nordeste: Lula vence nos nove estados
O Nordeste foi a região de maior vantagem proporcional para Lula. O candidato do PT venceu em todos os estados, com destaque para o Piauí, onde alcançou 75,88% dos votos válidos, contra 24,12% de Flávio.
Na Bahia, maior colégio eleitoral nordestino, Lula obteve 71,31%, enquanto Flávio registrou 28,69%.
O petista também teve votações expressivas no Maranhão, com 69,54%; em Sergipe, com 69,53%; em Pernambuco, com 69,20%; e no Ceará, com 68,93%.
Na Paraíba, Lula recebeu 67,46% dos votos válidos. No Rio Grande do Norte, alcançou 65,72%, e em Alagoas, 60,77%.
O resultado confirmou a predominância do candidato petista na região, com vantagens superiores a 20 pontos percentuais em todos os estados nordestinos.
Sudeste: Minas Gerais tem disputa apertada
No Sudeste, o resultado ficou dividido. Lula venceu em Minas Gerais por uma margem estreita, com 50,43% dos votos válidos, contra 49,57% de Flávio Bolsonaro. A diferença foi de apenas 0,86 ponto percentual.
Nos outros três estados da região, o candidato do PL foi o mais votado.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, Flávio obteve 53,85%, enquanto Lula recebeu 46,15%.
No Rio de Janeiro, a vantagem do candidato do PL foi de 53,10% a 46,90%. Já no Espírito Santo, Flávio alcançou 56,37%, contra 43,63% do petista.
Sul: Flávio vence nos três estados
A Região Sul teve vitória de Flávio Bolsonaro em todas as unidades da federação.
Santa Catarina apresentou o maior percentual do candidato do PL na região: 69,42% dos votos válidos, contra 30,58% de Lula.
No Paraná, Flávio recebeu 62,58%, enquanto o petista ficou com 37,42%.
No Rio Grande do Sul, o resultado foi de 57,84% para Flávio e 42,16% para Lula.
Centro-Oeste: vantagem do candidato do PL
Flávio também venceu nos três estados do Centro-Oeste e no Distrito Federal.
No Mato Grosso, alcançou 66,06% dos votos válidos. Em Goiás, obteve 59,66%, e no Mato Grosso do Sul, 59,60%.
No Distrito Federal, o candidato do PL registrou 54,28%, contra 45,72% de Lula.
Os resultados consolidaram a predominância de Flávio na região, onde todos os estados e a capital federal deram maioria dos votos ao candidato.
Norte: região tem resultados divididos
A Região Norte apresentou um cenário mais equilibrado, com vitórias dos dois candidatos.
Lula venceu no Pará, com 55,02% dos votos válidos; no Amazonas, com 54,02%; e no Amapá, com 52,88%.
Flávio Bolsonaro ganhou no Acre, com 66,57%; em Rondônia, com 69,61%; em Roraima, com 72,46%; e no Tocantins, com 51,37%.
Roraima foi o estado com o maior percentual de votos para Flávio em todo o Brasil, enquanto o Piauí registrou a maior proporção de votos para Lula.
O resultado regional evidencia diferenças importantes na distribuição do voto, mas também mostra disputas relativamente equilibradas em estados como Minas Gerais e Tocantins.
Resultado nacional definiu a eleição
Mesmo com Flávio Bolsonaro vencendo em 13 estados e no Distrito Federal, Lula garantiu a reeleição pela soma dos votos válidos em âmbito nacional.
O petista terminou o segundo turno com 51,79%, enquanto o candidato do PL recebeu 48,21%.
A distribuição regional dos resultados mostra que os dois candidatos tiveram bases eleitorais distintas, com Lula concentrando suas maiores vantagens no Nordeste e Flávio apresentando desempenho mais expressivo em estados do Sul, Centro-Oeste e em parte do Norte e do Sudeste.