Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política

Operação Placebo: defesa de Witzel pede que processo seja enviado à 1ª instância

02 jun 2020 às 09:20
Por: Estadão Conteúdo

Em documento enviado na segunda-feira, 1º, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a defesa do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), negou as acusações apresentadas pela Subprocuradoria-Geral da República para a deflagração ao Operação Placebo, que no fim do mês passado fez buscas e apreensões em endereços do governador, incluindo a residência oficial do mandatário fluminense, no âmbito de uma investigação que apura desvios de recursos para atender a emergência da covid-19 no Estado. Os advogados pedem que o processo seja encaminhado à primeira instância.

De acordo com a defesa, não há elemento mínimo que vincule o governador a qualquer tipo de irregularidade em contratações relacionadas ao combate da epidemia. Os advogados de Witzel classificaram a acusação como "descuidada e absurda, fantasiosa e vergonhosa tentativa de envolver o governador em supostas fraudes". A defesa reclama ainda que a Subprocuradoria age com presunção de responsabilização contra o mandatário fluminense.

O documento afirma que a abertura da investigação se baseou em uma denúncia levada à Procuradoria Geral da República pelo deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), parlamentar que faz forte oposição política ao governador "e que é da tropa de choque" do Presidente da República, declarado adversário político de Witzel.

Os advogados também criticaram a ausência de diligências antes do pedido para fazer buscas e apreensões em endereços ligados ao governo. A antiga casa da família Witzel, no Grajaú, no Rio, e os Palácios das Laranjeiras e da Guanabara, residência e sede oficial do governo, foram vistoriados pelos policiais no final do mês passado - o que a defesa de Witzel classificou como inominável violência.

Na petição, os advogados reclamam que sequer o depoimento de pessoas citadas na investigação foi tomado antes da deflagração da operação. Na decisão em que autorizou a ação da Polícia Federal, o ministro do STJ, Benedito Gonçalves, afirma que Witzel e sua mulher deveriam ser ouvidos imediatamente, mas as oitivas ainda não foram marcadas.

Outras notícias

CNJ e CNMP aprovam novos penduricalhos para juízes e membros do MP

Câmara derruba mudanças do Senado na MP do Seguro-Defeso

Davi Alcolumbre convoca sessão para analisar veto do PL da Dosimetria

A defesa do governador afirmou ainda que a narrativa do MPF se baseia em frágeis ilações e suposições, entre elas a afirmação de que Witzel tinha ciência das alegadas fraudes em contratos da Saúde fluminense, porque demonstrava conhecimento sobre ações governamentais em publicações no Twitter.

A defesa informou que os conteúdos veiculados nas redes sociais do governador são produzidos e publicados por uma empresa privada que cuida de sua comunicação.

O documento cita ainda depoimento do ex-subsecretário de Saúde Gabriell Neves, preso no início de maio. Os advogados apresentam um trecho em que Neves foi questionado se houve alguma reunião entre ele, o secretário de Saúde e o governador antes do dia 27 de março de 2020 para tomada da decisão que resultou na contratação do IABAS para a construção dos hospitais de campanha no Rio de Janeiro. O ex-subsecretário nega o encontro. A defesa acusa o MPF de omitir justamente o trecho que afasta o Governador dos fatos.

Outro ponto abordado pelos advogados foi o contrato entre o escritório de advocacia da primeira-dama, Helena Witzel, e uma das empresas investigadas, a DPAD Serviços Diagnósticos. O acordo, firmado em agosto do ano passado, previa o pagamento de 36 parcelas de R$ 15 mil. Para o MPF, não há indícios de que houve prestação de serviços.

A defesa diz que o contrato foi feito quando sequer era possível prever a pandemia do novo coronavírus e, por conseguinte, as contratações emergenciais questionadas pelo MPF.

Veja também

Relacionadas

Política
Plenário do STF definirá modelo de votação para 'governo-tampão' no Rio de Janeiro

PEC propõe mandato de 12 anos e nova forma de escolher ministros do STF

Política
Imagem de destaque

Guilherme Mello será o novo secretário-executivo do Planejamento

Política

STF define nesta quarta futuro das eleições para 'governo-tampão' do RJ

Política

Campos Neto falta à CPI do Crime Organizado pela terceira vez

Mais Lidas

Cidade

Novas imagens mostram acidente que deixou motociclista com parte da perna amputada

Cidade
Londrina e região

Discussão por vício termina com homem morto a facada pela esposa na zona norte

Paraná

Morador encontra caixão com ossada humana enterrado em quintal de casa alugada

Cidade
Londrina e região

Família de idoso desaparecido faz exame para identificar corpo achado em Matinhos

Cidade
Londrina e região

Pouso de emergência mobiliza equipes no Parque Tauá, zona leste de Londrina

Podcasts

Podcast Corta Pra Elas | EP 6 | Menu: 10 Anos de Sucesso | Pablo Lussich e Ana Lopes

Podcast Café Com Edu Granado | EP 67 | Café com TEA: Tecnologia e Inclusão | Maicon Almeida

Podcast Angélica Duarti Talks | EP 4 | Saúde Mental e Autoconhecimento | Daniela Cruz

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.