Política

Tio Douglas é notificado e deve deixar mandato na Câmara em 48 horas

02 out 2019 às 11:48

Douglas Pereira (PTB), conhecido como Tio Douglas esteve na Câmara de Vereadores na manhã desta quarta-feira (02) e foi notificado de que deve deixar o cargo de vereador que ocupa na Câmara. Ele assumiu como suplente quando Rony Alves foi afastado pela justiça em fevereiro do ano passado.

O parecer jurídico da Câmara de Londrina apontou que com a volta de Rony Alves (PTB) às funções de vereador é ele quem deve deixar a cadeira. Assim, Jamil Janene (PP) permanece na vaga.

O parlamentar, que deve deixar a casa, recebeu cópia da decisão judicial enviada à Câmara na tarde desta terça-feira (1º) e também o ofício do presidente do Legislativo, Ailton Nantes. Além disso, ele também recebeu o parecer do procurador jurídico Miguel Aranega Garcia, solicitando a adoção das providências administrativas necessárias no prazo de dois dias úteis, relativas ao retorno do vereador titular do cargo Rony Alves. Tio Douglas terá que desocupar o gabinete e desligar todos os assessores que estavam contratados. Mas informou que deve acionar a justiça para permanecer no cargo de vereador.

“Fiquei surpreso. Nós temos uma Constituição Federal e foi colocada a questão da lei orgânica. E em cima disso vou analisar com os advogados vamos requerer a vaga”, acredita Tio Douglas.

Tio Douglas foi chamado no início da legislatura para ocupar a vaga de Fernando Madureira que se licenciou opera ocupar a vaga de presidente da Fundação de Esportes de Londrina. Ele abriu mão para assumir a Acesf, responsável pelos cemitérios em Londrina. Saiu apenas para ocupar a vaga deixada por Rony Alves.  

“O político é eleito pelo voto e tenho mais de 700 votos acima do segundo suplente. Então quero garantir o que é de direito”, aponta Pereira.

A decisão da saída de Tio Douglas foi tomada após a decisão do juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Délcio Miranda da Rocha, que indeferiu o pedido do Ministério Público para nova prorrogação de prazo de afastamento de Alves as funções do legislativo. O novo pedido era pro mais 180 dias do afastamento. Rony Alves é réu na operação ZR3, que investigou o pagamento de propina de empresários para que agentes públicos promovessem mudanças no zoneamento da cidade.