O agronegócio consolidou-se como o principal motor da economia em Goiás, setor que registrou crescimento superior a 300% desde 2010. O estado alcançou a marca histórica de 37,3 milhões de toneladas de grãos na safra 2024-2025, um aumento de 23,3% em comparação ao ciclo anterior. O desempenho reflete a força da produção em larga escala e da agricultura familiar, que garantem desde o abastecimento de hortaliças até o processamento industrial de commodities.
A pujança do campo resultou na abertura de mais de 41 mil empregos formais em 2025, conforme dados do Caged. O saldo líquido de vagas no setor foi 269% maior que o registrado em 2024, impulsionado pela necessidade de mão de obra para a colheita da safra recorde. O economista Ênio Fernandes destaca que o estado agrega valor à produção por meio da industrialização, o que gera desenvolvimento, impostos e renda local.
Investimentos bilionários reforçam a infraestrutura no sudoeste goiano, com destaque para a construção da maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina, em Rio Verde. A unidade recebeu aportes de R$ 2 bilhões e terá capacidade para processar 2 milhões de toneladas de grãos por ano. Além de biocombustível, a planta produzirá ração proteica, óleo vegetal e energia elétrica a partir de biomassa.
A tecnologia e a pesquisa também elevam a produtividade. Soluções como o uso de biotecnologia de microalgas para melhorar a qualidade do solo já são aplicadas por produtores de diversas regiões. Para o especialista Dagon Ribeiro, a ciência garante que o agro brasileiro continue batendo recordes e conectando a produção nacional às demandas globais de alimentos e energia sustentável