Tarobá Cidade

Patrícia Chiosi celebra 30 anos de história na Tarobá

18 set 2026 às 07:20

Patrícia Chiosi celebra 30 anos de história na Tarobá. Às vésperas de completar três décadas na emissora, no próximo domingo (20), a apresentadora relembra uma trajetória que começou quando a televisão tinha pouco mais de um mês de funcionamento.


Recém-formada em Jornalismo quando chegou à Tarobá, Patrícia passou pela reportagem, edição, apresentação, Portal Tarobá e chefia do jornalismo. Atualmente, está à frente do Tarobá Cidade.


Ao olhar para toda essa história, ela resume o significado das três décadas em poucas palavras. “É minha vida. Eu nunca trabalhei em outro lugar, profissionalmente falando. Minha carteira só foi assinada aqui”, conta a apresentadora.


Uma história que começou quase junto com a Tarobá

Natural de Jaú, no interior de São Paulo, Patrícia havia acabado de se formar em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e queria permanecer em Londrina. A oportunidade na Tarobá surgiu quase por acaso. Ela procurou a recém-inaugurada afiliada da Band para apresentar um projeto de programa, mas acabou sendo convidada para fazer um teste como repórter.


A boa memória chamou a atenção durante o processo. Na experiência anterior em televisão, Patrícia precisava decorar textos longos porque não havia teleprompter. “Ele me perguntou: ‘Você estava lendo tudo aquilo?’. Eu falei: ‘Não, eu decorei’. E eu fui contratada pela minha boa memória”, relembra Patrícia. Era o início de uma carreira que teria a reportagem como primeira grande escola.


Da reportagem à bancada

Patrícia passou 13 anos no hard news, diariamente nas ruas. Em 2005, assumiu também o Tarobá Rural, onde acumulava diferentes funções. “Eu fazia a pauta, a produção, a reportagem, a edição e a apresentação”, conta a jornalista.


Em 2009, veio uma nova fase. Patrícia assumiu a edição e apresentação do JT2, o Jornal Tarobá Segunda Edição, onde permaneceu por cerca de dez anos. Com o tempo, também ganhou maior participação nas decisões editoriais do telejornal. “Eu falava que ele era o meu filho. Então, não deixava erro ir para o ar”, relembra Patrícia.


A experiência acumulada na reportagem, edição e apresentação abriu caminho para outro lado do jornalismo: a gestão.


O desafio de comandar o jornalismo na pandemia

Depois de assumir o Tarobá News, Patrícia passou, no início de 2020, para a Coordenação de Conteúdo do grupo, função equivalente à chefia do jornalismo. Pouco depois, veio a pandemia de Covid-19. A redação precisou ser reorganizada, profissionais passaram ao trabalho remoto e a equipe se adaptou às restrições daquele período. Em meio às mudanças, a emissora manteve a programação e priorizou a cobertura regional.


“A decisão da direção sempre foi trazer a informação local. Eu acho que a Tarobá cumpriu um papel fundamental na imprensa londrinense, de ter levado essa informação regional, local, no momento em que pouca informação se tinha”, afirma a apresentadora.


Patrícia permaneceu oficialmente na chefia até março de 2023. Conhecida pelo perfil exigente, criou processos e chegou a elaborar um manual de redação e estilo para orientar a equipe.

Tarobá Cidade

Depois de anos diretamente ligados ao hard news, uma ligação abriu um novo capítulo na carreira. Quando a então apresentadora do Tarobá Cidade deixou o programa, Patrícia recebeu um telefonema pedindo sugestões de nomes para substituí-la. Ela apresentou algumas opções e voltou ao trabalho.


Poucos minutos depois, o telefone tocou novamente. “Pati, por que não você?”, relembra a apresentadora. O convite significava deixar a chefia do jornalismo para assumir um programa mais leve, algo que Patrícia já tinha vontade de experimentar. Depois de alguns dias de negociação, ela aceitou o desafio.


Desde então, buscou imprimir sua personalidade ao programa. Atualmente, o Tarobá Cidade reúne jornalismo e entretenimento em um formato híbrido.

Uma vida diante das câmeras

Ao longo das três décadas, o público não acompanhou apenas as mudanças profissionais de Patrícia. Foi na Tarobá que ela viveu duas gestações, teve os filhos e atravessou diferentes fases da vida. “Eu envelheci na frente da câmera. Amadureci, tudo. Virei loira. Então, o público foi me acompanhando desde o começo”, conta.


Ela também lembra com bom humor da jornalista recém-formada que chegou à emissora nos anos 1990. “Daquela jornalista recém-formada que chegou aqui até com acne no rosto, as cicatrizes que vieram depois... tudo, tudo eu vivi aqui”, relembra Patrícia.


Depois de tantos anos, seu nome também passou a ser associado à própria Tarobá. Para a apresentadora, permanecer desde os primeiros meses da emissora representa um legado. “Eu não abro mão de ter orgulho dessa história, de honrar mesmo a minha história”, afirma.

Histórias que ficaram na memória

Três décadas de jornalismo também renderam situações difíceis de esquecer. Nos primeiros anos, Patrícia se define como uma “repórter aventureira”. Saltou de paraquedas, participou de treinamentos e encarou coberturas em situações imprevisíveis.


Uma das mais marcantes aconteceu em 1997, durante um conflito em uma fazenda na região de Tamarana. Segundo Patrícia, homens armados impediram profissionais da imprensa de deixar o local durante parte da tarde e uma das fitas da equipe chegou a ser confiscada.


O cinegrafista que acompanhava a reportagem, porém, havia trocado a fita anteriormente e conseguiu preservar as imagens. Horas depois, o conflito terminou com uma morte e, segundo a apresentadora, as imagens daquele episódio tiveram repercussão internacional.


“Esse foi um dos episódios que marcaram. Teve muitos outros que dá para citar aí um dia inteiro”, relembra Patrícia.


Entre coberturas, mudanças de função e histórias acumuladas diante e atrás das câmeras, os 30 anos de Tarobá ajudam a contar também a trajetória de Patrícia. Da jovem repórter que chegou à emissora recém-formada à apresentadora que permanece no ar três décadas depois, são lembranças de uma carreira construída no mesmo lugar que ela aprendeu a chamar de casa.

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