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Na busca por mais proteína, excesso pode prejudicar a saúde; entenda

01 out 2026 às 15:46

A proteína tornou-se a grande protagonista das dietas e das prateleiras de supermercados, presente em barrinhas, leites enriquecidos e nas refeições principais. No entanto, o consumo exagerado desse nutriente não traz benefícios adicionais e pode comprometer a saúde. Segundo a nutricionista Rafaela Klein, a recomendação diária ideal varia de 1,2 a 2 gramas de proteína por quilo de peso corporal. Ultrapassar essa margem pode levar ao ganho de peso indesejado - já que o excesso calórico vindo das carnes e gorduras acumuladas engorda - e a desequilíbrios na saúde intestinal, como intestino preso, estufamento, gases e inflamações decorrentes da alteração da microbiota.


Além de prestar atenção na quantidade, é fundamental aprender a identificar as fontes reais do nutriente para não cair no marketing dos rótulos. Um pedaço de 100 gramas de carne, por exemplo, fornece cerca de 25 a 30 gramas de proteína pura, enquanto um ovo médio contém aproximadamente 6 gramas. Produtos industrializados chamados de "proteicos" devem ser avaliados com cautela na tabela nutricional, garantindo que a quantidade de proteína supere a de carboidratos. Suplementos como o whey protein servem como aliados práticos para rotinas corridas, mas não são indispensáveis para todos os públicos.


O principal erro cometido ao adotar uma dieta focada unicamente na proteína é abandonar a ingestão de fibras, frutas e vegetais. Esses alimentos são vitais para a produção de substâncias anti-inflamatórias e para a manutenção de uma digestão saudável. Embora as proteínas promovam maior sensação de saciedade devido ao ritmo de digestão e ao retardo no esvaziamento gástrico, elas precisam caminhar lado a lado com os micronutrientes para garantir uma alimentação equilibrada e preventiva.

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