No Vitrine Revista de hoje, o médico otorrinolaringologista Fabrício Pelicioli explica que o desenvolvimento da fala está intrinsecamente ligado à capacidade auditiva, pois a criança precisa ouvir corretamente para reproduzir os sons da linguagem. Muitas vezes, um atraso na fala não é apenas uma questão de ritmo, mas um sinal de que algo está impedindo a audição plena, como otites de repetição ou perdas auditivas não diagnosticadas.
Os pais devem ficar atentos a sinais de alerta no dia a dia, como quando a criança não atende a chamados, pede para aumentar muito o volume da TV ou apresenta infecções de ouvido frequentes. O diagnóstico precoce é fundamental, e exames podem ser realizados desde os primeiros meses de vida para identificar se a dificuldade de expressão tem origem em problemas auditivos que, se tratados cedo, aumentam drasticamente as chances de reversão e desenvolvimento normal.
A abordagem eficaz exige um trabalho conjunto entre otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e pediatra, garantindo que o tratamento — que pode variar de medicamentos a aparelhos auditivos — seja completo. Identificar e tratar essas alterações não apenas devolve a capacidade de ouvir, mas abre as portas para uma comunicação saudável e funcional, evitando que dificuldades auditivas se tornem barreiras permanentes no aprendizado e na socialização.