Uma estratégia de marketing ou uma manipulação emocional? O anúncio do jornalista Tino Marcos movimentou as redes sociais e levantou um debate importante: até onde vale mexer com a emoção do público para gerar engajamento? Para conversar sobre esse assunto, o Vitrine Revista recebe Joaquim Bontorin, consultor de marketing.
O jornalista Tino Marcos publicou um anúncio em que relatava estar há cinco anos fora da Rede Globo e precisando de um emprego. O desabafo gerou imediata comoção, solidariedade e identificação do público, já que a recolocação profissional é um tema delicado para muitos brasileiros.
No fim do dia, porém, ele revelou que o depoimento fazia parte de uma estratégia publicitária para anunciar sua contratação pelo canal Porta dos Fundos/TV Casé.
A revelação dividiu opiniões. Enquanto algumas pessoas consideraram a estratégia genial, parte do público se sentiu enganada, gerando frustração e críticas nas redes sociais.
Joaquim explica que o marketing emocional é uma estratégia válida e amplamente utilizada para criar conexões profundas entre marcas e consumidores, como campanhas de refrigerantes que associam seus produtos à felicidade e aos momentos em família.
No entanto, o consultor alerta para o perigo da manipulação quando são utilizados gatilhos ligados a temas altamente sensíveis e polêmicos, como:
- desemprego e recolocação profissional;
- luto e perdas;
- doenças graves e gravidez.
Para o especialista, a melhor forma de aplicar o marketing emocional é por meio de histórias reais e verdadeiras. Segundo ele, marcas e criadores de conteúdo não precisam criar personagens ou inventar dramas para comover o público e gerar identificação.