Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Brasil

Conexões com Nova Ferroeste vão aumentar competitividade da produção paranaense

26 jul 2021 às 16:12
Por: Agência Estadual de Notícias

O custo logístico tem um impacto direto no valor cobrado nas gôndolas do supermercado. Do preço de cada produto que colocamos no carrinho, cerca de 10% é composto pela despesa de levar essa mercadoria da empresa até o ponto de venda. No Paraná, quase tudo segue sobre rodas, na carroceria dos caminhões.

Em muitos casos as ferrovias são uma possibilidade de transporte mais barato e eficaz. Aqui no Paraná, estudos indicam que o projeto da Nova Ferroeste pode reduzir o custo logístico em até 28 % já no primeiro ano de operação. A estrada de ferro vai ampliar e modernizar o trecho já existente entre Cascavel e Guarapuava e ampliar o traçado, ligando Maracaju, no Mato Grosso do Sul, a Paranaguá, no litoral do Paraná. 

Uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) votada em julho pela Assembleia Legislativa do Paraná permitiu a inclusão da autorização na Constituição do Estado para os modais ferroviário e aquaviário. Agora, passam a valer as modalidades de concessão, permissão e autorização.

Em agosto, os deputados vão discutir as regras para essa nova alternativa. Só então passa a valer a nova lei. Para o modal ferroviário essa novidade permite a construção de pequenas linhas, também chamadas de short lines, pela iniciativa privada. Dessa maneira uma empresa localizada próxima a uma estrada de ferro poderia levar seus produtos até o ramal principal por trilhos, sem o transbordo feito hoje pelos caminhões.

“O trilho pode passar dentro da unidade produtiva, e aí passa a carregar vagões. Uma locomotiva de manobra leva a carga até o tronco principal e encaixa no comboio. Existe uma grande redução de custo aí”, afirma o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes.

Outras notícias

Homem rouba moto sofre grave acidente e tem perna e órgãos genitais amputados

Horário de verão pode voltar ao Brasil; governo ainda avalia retorno da medida

Flordelis passa mal na prisão: advogada fala em AVC, mas secretaria nega

Para João Mohr, gerente de Assuntos Estratégicos da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), a Lei de Autorização torna o investimento interessante para empresas que estejam localizadas a algumas dezenas de quilômetros da estrada de ferro. “Ela poderá investir naquela faixa de domínio construindo e operando vagões nessa pequena linha e leva os vagões até a linha principal. De lá a concessionária vai transportar até o destino final”.

O diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, ressalta que os produtos seriam carregados no contêiner e seguiriam direto para o transbordo no navio.

Quando o projeto da Nova Ferroeste começou a ganhar forma com a ideia de ligar o Maracaju (MS) a Paranaguá, com um ramal vindo de Foz do Iguaçu, trazia um novo desafio: estimular o acesso às empresas ou cidades com potencial ao longo do caminho que não estavam no traçado principal. Representantes da Fiep, dos governos federal e estadual, viajaram para os EUA e conheceram de perto o modelo americano, que foi a inspiração para a lei paranaense. A construção das short lines permite à indústria unir seus terminais ou armazéns às linhas principais de troncos ferroviários. “O privado identifica uma oportunidade de ligar dois pontos a partir de levantamentos econômicos e encaminha para o governo que analisa e dá o parecer”, explica Fagundes.

Um levantamento feito pelo governo do Estado indicou sete polos geradores de carga no Paraná com potencial para a implantação de pequenas linhas férreas. São empresas e cooperativas de grande porte com unidades de produção próximas à futura linha da Nova Ferroeste. Instaladas nos municípios de Marechal Cândido Rondon, Assis Chateaubriand, Cafelândia, Francisco Beltrão, Matelândia, Maripá e Palotina essas empresas estariam entre 5 e 100 quilômetros dos novos trilhos. O estudo avalia a possibilidade de investimento de R$ 2,5 bilhões na construção destas ligações pela iniciativa privada. Cada quilômetro de trilho construído sairia por R$ 10 milhões.

FERROESTE - Entre os terminais da Ferroeste em Guarapuava e Cascavel circularam no primeiro semestre desse ano 800 mil toneladas de produtos em 6.638 contêineres. O volume representa um crescimento de 3% em relação ao mesmo período de 2020. Segundo André Gonçalves, a Ferroeste poderia transportar até 5 milhões de toneladas por ano. Mas o traçado atual da Malha Sul, por onde segue a carga a partir de Guarapuava até chegar ao Porto de Paranaguá, possui dois grandes gargalos. “Não crescemos porque a operação na Serra da Esperança e na Serra do Mar não permite aumento de carga”, diz Gonçalves.

Por isso, o projeto da Nova Ferroeste é uma das apostas do setor produtivo. Vai ampliar a capacidade de transporte, melhorar o escoamento e praticar preços mais atrativos. O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destaca a importância da construção dessa nova estrada de ferro, também chamada de Corredor Oeste de Exportação. Ricken aponta para a necessidade de atender às cooperativas da região Sudoeste, entre Capanema e Mariópolis. “Se nós alinharmos um bom modelo de concessão rodoviário e a possibilidade de distribuir cargas pela ferrovia daí sim teremos um ramal e as condições para desenvolver toda essa região que hoje que está à margem da infraestrutura”, diz.

A Ocepar possui 59 cooperativas agropecuárias que exportam para 120 países. No ano passado essas empresas faturaram R$ 100 bilhões. “Como cooperativa não vamos mudar daqui, temos que ter condições para continuar, não temos outro endereço”, afirma. Ricken destaca ainda a eficiência da porteira para dentro das fazendas, com recordes de produtividade e uso de tecnologia de ponta. “Se na infraestrutura não tivermos as condições adequadas, a ficamos fora do mercado”, avalia.

NOVA FERROSTESTE - O projeto está em fase final de estudos. O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Jurídica (EVTEA-J) será concluído em setembro e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) em novembro. As audiências públicas sobre o traçado e as questões ambientais devem acontecer entre dezembro e janeiro. O projeto será levado a leilão no primeiro quadrimestre de 2022 na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O valor do investimento será de R$ 25 bilhões. A empresa ou consórcio vencedor vai executar a obra e terá o direito de explorar por 60 anos.

Veja também

Relacionadas

Brasil
Imagem de destaque

Polícia prende 3º suspeito de envolvimento na morte do delegado Ruy Ferraz

Brasil
Imagem de destaque

Idosa morre após ser esmagada por cano da Sabesp que caiu sobre casa em Mauá (SP)

Economia

Banco Central mantém juros em 15% ao ano apesar de deflação em agosto

Brasil

Após Campos do Jordão, Aparecida anuncia projeto para taxar turistas

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Criança de 5 anos morre afogada em associação na zona norte de Londrina

Cidade
Londrina e região

Hotel para pets na Estrada do Limoeiro vira refúgio para "hóspedes" de quatro patas

Cidade
Londrina e região

Homem nu em surto psicológico é resgatado após cair próximo à Catedral de Londrina

Cidade
Londrina e região

Justiça mantém júri popular para médico acusado de matar homem em acidente em Londrina

Paraná
Paraná

Ratinho Junior comenta ação militar dos EUA contra o governo Maduro

Podcasts

Podcast Arte do Sabor | EP 5 | Azeite: aliado do exercício físico

Podcast Café com Edu Granado | EP 45 | Ecossistema de Startups | Thiago Zampieri

Podcast Falando de Gestão | EP 43 | Educação e Empreendedorismo | Fabiano Galão

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.