Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política
Brasil

STF: Fachin busca apoio para código de conduta em meio a caso Toffoli

Proposta do ministro visa limitar viagens e palestras patrocinadas; nova reportagem aponta cassino em resort ligado à família de Dias Toffoli no Paraná
21 jan 2026 às 18:59
Por: Band
Antonio Augusto/secom/TSE

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), está buscando apoio de seus pares para a criação de um código de conduta para os integrantes da Corte. A movimentação ocorre durante o recesso do Judiciário, em meio a desgastes na imagem do tribunal provocados por polêmicas, como a atuação do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master.


Segundo o âncora da BandNews FM e diretor de jornalismo da Band Brasília, Rodrigo Orengo, Fachin interrompeu as férias e retornou a Brasília para articular a proposta. Nesta semana, o ministro viajou a São Luís, no Maranhão, para se encontrar com o ministro Flávio Dino e discutir o tema, além de manter conversas com outros membros da Corte.


A necessidade de um código, segundo magistrados, decorre de constrangimentos recentes. A proposta visa estabelecer regras claras sobre o que pode e o que não pode ser feito, abordando questões como o recebimento de convites para viagens em jatinhos de empresários ou advogados com interesses no STF.

Outras notícias

Moraes exige relatório detalhado sobre rotina de Bolsonaro na "Papudinha"

Lula busca maneira polida de recusar convite para conselho de Trump

No Supremo, PF colhe depoimentos no caso da compra do Master pelo BRB

O estopim para o debate foi a viagem de Dias Toffoli, relator do caso sobre o Banco Master, para a final da Libertadores em um avião onde também estava um advogado que representa um investigado no mesmo processo.


Outro ponto sensível que o código de conduta pretende regular é o chamado "festival de eventos". Trata-se da participação de ministros em palestras e seminários, muitas vezes realizados em resorts no Brasil e no exterior, financiados por empresas e escritórios de advocacia que possuem ações em tramitação no STF.


A proposta também deve reforçar regras sobre a atuação de familiares de ministros como advogados em casos na Corte. Embora o regimento interno já preveja que um ministro deve se declarar impedido quando um parente atua no processo, a aplicação da norma depende da iniciativa do próprio magistrado.

Reportagem aponta cassino em resort ligado a Toffoli

Enquanto a discussão sobre o código de conduta avança, uma nova reportagem do portal Metrópoles adicionou mais um elemento à polêmica envolvendo o ministro Dias Toffoli. O texto aponta que o Tayayá Resort, localizado em Ribeirão Claro (PR) e construído pela família do ministro, abriga um cassino clandestino.


Segundo a publicação, que teve uma equipe hospedada no local, o espaço conta com máquinas eletrônicas de apostas e mesas para jogos de carteado, incluindo a modalidade de blackjack, que é proibida no Brasil. Todas as apostas seriam realizadas em dinheiro.


Embora o nome de Dias Toffoli não apareça nos registros oficiais do empreendimento, funcionários se refeririam a ele como "o proprietário".


A reportagem revela ainda que, no final do ano passado, o ministro fechou o resort para uma festa privada. Na época, o estabelecimento já havia sido vendido por parentes de Toffoli a um advogado ligado à J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Antes dessa transação, um fundo que tinha como investidor um cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master, havia adquirido ações do hotel.


Diante das novas informações, a situação do ministro, que já era alvo de pedidos de afastamento do caso na Procuradoria-Geral da República (PGR), torna-se ainda mais delicada.


Segundo Rodrigo Orengo, no entanto, a tradição do STF mostra que o afastamento de um ministro de um caso raramente é decidido pelo plenário. A decisão de se declarar impedido quase sempre parte do próprio magistrado, o que reforça, na visão de Fachin e de outros ministros, a urgência de um código de conduta com diretrizes explícitas.


A expectativa é que a proposta seja levada para votação em uma sessão aberta do plenário, o que tornaria público o debate entre os ministros sobre como eles próprios devem se portar para preservar a imagem e a integridade da mais alta Corte do país.


Procurado pela reportagem, o advogado ligado à J&F não se manifestou.

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

"Trump quer criar nova ONU", diz Lula sobre Conselho de Paz

Política
Imagem de destaque

Líderes evangélicos não descartam Flávio, mas mantêm esperança em Tarcísio

Política

Moraes proíbe manifestações e acampamentos na frente da 'Papudinha'

Política

Vorcaro admite pressão por liquidez em depoimento à PF

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Vereador de Ibiporã se envolve em grave acidente com suspeita de embriaguez na BR-369

Brasil e mundo
Brasil

Jovem de 19 anos é internado após desodorante ficar preso no ânus; veja foto

Cidade
Londrina e região

Suspeita de embriaguez: vídeo mostra vereador cambaleando e caindo após acidente na BR-369

Cidade
Londrina e região

Polícia avança em investigação de latrocínio e ouve terceiro suspeito da morte de motorista

Cidade
Londrina e região

Justiça absolve mulher filmada esfaqueando namorado e reconhece legítima defesa

Podcasts

Podcast Conversa com Nassif | EP 11 | Comportamento e Neurociência | Eliane Sato

Podcast PodBrevis | EP 3 | Registro de Imóveis | Rosângela Lantmann e Genivaldo Soares

Podcast Arte do Sabor | EP 8 | Por que existem tantos azeites?

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.