O setor do agronegócio acompanha atentamente as primeiras projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra 2026/2027. Em análise no quadro "Em Dia com o Mercado", do programa Campo Vivo, Ismael Menezes, da MD Commodity, detalha como a nova configuração de área plantada nos EUA e a dinâmica dos fundos de investimento devem impactar os preços globais.
Projeções de Área nos EUA
As estimativas iniciais para o plantio norte-americano, que começa em abril, indicam caminhos opostos para as principais commodities:
Milho: Espera-se uma redução na área plantada, caindo de 40 para 38 milhões de hectares. Essa diminuição pode reduzir os estoques finais e oferecer sustentação aos preços em Chicago.
Soja: O cenário é de expansão, com um aumento projetado de 1,5 milhão de hectares. A maior oferta no mercado pode gerar pressão negativa sobre as cotações.
Movimentação na Bolsa de Chicago
O mercado financeiro registrou um comportamento atípico e agressivo recentemente. Os fundos de gestão ativa realizaram a segunda maior compra semanal da história, totalizando 94 mil contratos. Esse movimento foi impulsionado pela expectativa de um aumento na demanda por parte da China.
O Cenário Brasileiro e Estratégia
No Brasil, a perspectiva é de uma safra robusta, estimada acima de 180 milhões de toneladas. Diante de estoques mundiais em crescimento e da volatilidade esperada, o analista Ismael Menezes deixa um alerta:
Oportunidade: As recentes altas em Chicago devem ser aproveitadas pelo produtor brasileiro como uma janela estratégica para a comercialização, especialmente para aqueles que ainda possuem pouca safra vendida.