O artesanato sustentável está florescendo no interior do Paraná através da união entre criatividade e capacitação técnica. Conheça a história das mulheres da cooperativa Cocarid, em Itambé, que revela como sementes nativas estão sendo transformadas em biojoias sofisticadas, integrando a moda ao cenário do agronegócio regional.
A Origem e a Força do Grupo
O projeto nasceu de uma iniciativa social voltada para esposas e filhas de agricultores.
Capacitação: O grupo se consolidou após realizar um curso oferecido pelo SENAR, que forneceu a base técnica para o início da produção.
Cooperativismo: Através da Cocarid de Itambé, as mulheres uniram forças para transformar o aprendizado em um negócio estruturado sob a marca Nato Biojoias.
Matéria-Prima e Produção
As peças utilizam uma variedade de sementes brasileiras, unindo a durabilidade à estética natural:
Diversidade Biológica: São utilizadas sementes de açaí (aproveitadas após a extração da polpa), buritana, jarina, saboneteira e até da árvore flamboyant, comum na região de Maringá.
Tratamento e Logística: Para garantir a qualidade das peças, as sementes vêm tratadas de regiões como o Centro-Oeste brasileiro, passando por processos de pintura e polimento antes da montagem final.
Produtos: O catálogo inclui colares, marcadores de página e diversos acessórios que destacam a economia criativa local.
Empreendedorismo e Renda no Campo
O que começou como uma atividade de integração social evoluiu para uma fonte de renda significativa. A marca Nato Biojoias já participa de feiras e eventos, fomentando o comércio local e demonstrando que a sustentabilidade pode abrir novas frentes de trabalho para o público feminino na área rural.