O setor pecuário brasileiro começou o ano de 2026 com o pé no acelerador, registrando um desempenho histórico nas vendas para o exterior. De acordo com dados da Secex, o volume de carne bovina in natura exportado no primeiro trimestre atingiu a marca recorde de 701,662 mil toneladas. O montante é quase 20% superior ao mesmo período do ano passado e consolida o ritmo intenso que já vinha sendo observado desde 2025, colocando o Brasil em uma posição de destaque ainda maior no cenário global.
Além da quantidade impressionante de carne saindo dos portos, os produtores comemoram a valorização do produto no mercado internacional. Em março, o preço médio pago pela tonelada ultrapassou os US$ 5.814,00, uma alta significativa que reflete a qualidade e a confiança na proteína brasileira. Segundo pesquisadores do Cepea, essa valorização externa é um dos principais combustíveis para manter os preços do boi gordo firmes por aqui, já que o mercado de fora está pagando mais e exigindo grandes volumes.
No mercado interno, o reflexo é sentido no bolso e na ponta da produção. Neste início de abril, os preços do boi gordo, do bezerro e da própria carne seguem em uma trajetória de elevação. Esse movimento é sustentado por dois fatores principais: a busca desenfreada dos compradores estrangeiros e a oferta restrita de animais prontos para o abate nos pastos brasileiros. Com poucos animais disponíveis e muita procura, a tendência é que o setor continue operando com margens elevadas e preços sustentados nas próximas semanas.