A colheita de arroz da safra 2025/26 ganha ritmo no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país, em um cenário de preços sustentados. De acordo com pesquisadores do Cepea, a baixa oferta de grãos remanescentes da safra passada e a perspectiva de uma colheita nacional significativamente menor em 2026 têm garantido firmeza às cotações no mercado spot.
Balanço de Oferta e Demanda (Conab)
Os números divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) detalham o aperto no estoque do cereal mais consumido pelos brasileiros:
Produção Nacional: Estimada em 10,91 milhões de toneladas, uma queda drástica de 14,45% em relação ao ciclo anterior.
Consumo em Alta: Enquanto a produção cai, o consumo interno deve crescer 2,86%, atingindo 10,8 milhões de toneladas.
Disponibilidade Total: Somando a produção, os estoques iniciais e a importação de 1,4 milhão de toneladas, o Brasil terá 14,52 milhões de toneladas disponíveis para o ano.
Estoque de Passagem: A previsão é que o país chegue a fevereiro de 2026 com um estoque de segurança de 1,62 milhão de toneladas.
Dinâmica do Mercado
Apesar da colheita ter começado há duas semanas, a liquidez ainda é considerada moderada:
Expectativa: Agentes do setor acreditam que o volume de negócios crescerá nas próximas semanas, conforme o arroz em casca chegue às indústrias de beneficiamento em maior quantidade.
Importações: O Brasil deve manter um fluxo constante de compra de arroz dos vizinhos do Mercosul (Paraguai e Uruguai) para equilibrar a balança interna e evitar explosões de preços nas gôndolas.
Impacto ao Consumidor
Com a produção menor e o custo de produção ainda elevado, a tendência é que o preço do pacote de arroz nos supermercados de Londrina e região permaneça em patamares altos durante o primeiro semestre, sem espaço para reduções significativas mesmo com a entrada da nova safra.