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Em Dia com o Mercado: Conflito no Oriente Médio impulsiona dólar e óleo de soja

Alta da moeda americana acima de R$ 5,30 e valorização de 35% no óleo de soja abrem janelas estratégicas para o produtor paranaense
08 mar 2026 às 12:53
Por: Portal Tarobá

O cenário geopolítico global, sob a influência da escalada de tensões envolvendo o Irã, está gerando reflexos imediatos na economia agrícola brasileira. No quadro “Em Dia com o Mercado”, o especialista Ismael Menezes detalha como a instabilidade internacional criou um ambiente favorável para a comercialização da safra.


A crise no Oriente Médio impacta o setor produtivo por meio de um efeito cascata nos preços internacionais das commodities.


O Irã, que detém a quarta maior reserva mundial de petróleo, está no centro da instabilidade geopolítica. O risco de fechamento do Estreito de Ormuz elevou as cotações do petróleo e da energia, afetando custos de transporte e produção no mercado global.


Impulsionado pela alta do petróleo, o óleo de soja já acumula valorização de cerca de 35% desde o início de 2026. No mesmo período, o grão de soja registrou alta de aproximadamente 13%, acompanhando o movimento de valorização das commodities agrícolas.

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O fortalecimento do dólar no mercado brasileiro também atua como um multiplicador de rentabilidade para exportadores. A busca por segurança no mercado financeiro internacional levou a moeda americana a ultrapassar R$ 5,30 no Brasil.


O dólar elevado beneficia as commodities com paridade de exportação, pois dilui custos portuários em moeda estrangeira e aumenta o valor final recebido pelo produtor em reais.


Com uma safra recorde estimada em 182,6 milhões de toneladas de soja no Brasil, a gestão estratégica das vendas torna-se ainda mais importante. Até o momento, apenas 3,7% da safra 2025/2026 foi comercializada, volume considerado baixo para o período.


Segundo o especialista Ismael Menezes, o momento exige atenção do produtor rural ao cenário internacional. A recomendação é aproveitar o atual ambiente de valorização e fixar preços, já que, caso haja pacificação do conflito no Oriente Médio, a tendência é de queda nas cotações das commodities e do dólar.

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