As exportações brasileiras de café somaram 11,2 milhões de sacas de 60 kg entre julho e setembro, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume, que inclui café verde, torrado e solúvel, representa alta de 15,5% em relação ao mesmo período da safra 2025/26 e é o segundo maior resultado para o primeiro trimestre de uma safra desde 1990, quando começou a série histórica da entidade.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelo café robusta, que registrou crescimento expressivo nos embarques. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a maior disponibilidade do grão da nova safra e a forte demanda internacional contribuíram para sustentar as vendas.
Café robusta registra alta de 66,6%
Entre julho e setembro, os embarques de café robusta totalizaram 2,6 milhões de sacas, avanço de 66,6% na comparação com o mesmo período da temporada anterior.
O resultado reforça a contribuição da variedade para o desempenho das exportações brasileiras no início da safra.
Exportações de arábica também avançam
No caso do café arábica, os embarques somaram 7,6 milhões de sacas no trimestre, alta de 4,2% em relação ao mesmo período da safra 2025/26.
Apesar do resultado positivo no acumulado, setembro registrou desaceleração. As exportações brasileiras de café arábica totalizaram 2,8 milhões de sacas no mês, volume 6,5% menor que o de agosto e 7,1% abaixo do registrado em setembro do ano passado.
Segundo relatos de colaboradores do Cepea, o cenário está relacionado às condições da safra atual.
Produtores mais capitalizados têm limitado as vendas aos momentos em que precisam de recursos financeiros. Além disso, problemas de qualidade reduzem a disponibilidade de lotes que atendam aos padrões exigidos pelos importadores.
Esses fatores dificultam a oferta de café arábica para exportação e ajudam a explicar o recuo dos embarques em setembro.