O poder de compra do suinocultor paulista voltou a se recuperar na primeira quinzena de outubro, após três meses consecutivos de queda. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento é resultado da valorização mais intensa do suíno vivo, da alta menos expressiva do farelo de soja e da queda nos preços do milho.
De acordo com pesquisadores do Cepea, agentes do setor têm relatado aumento na demanda das famílias por carne suína. Com isso, a indústria também amplia a procura por novos lotes de animais.
Redução do peso dos animais influencia preços
Outro fator que contribui para a valorização do suíno vivo é a estratégia adotada pelos produtores diante do cenário de sobreoferta. Conforme levantamentos do Cepea, os suinocultores têm buscado reduzir o peso médio dos animais, com o objetivo de diminuir a produção de carne por cabeça.
A medida tem contribuído para fortalecer as cotações do suíno vivo desde setembro, segundo o centro de pesquisas. A combinação entre maior demanda e ajustes na oferta favorece a recuperação do poder de compra dos produtores neste mês.