Pesquisas de campo conduzidas na Fazenda Modelo da Ferub, em Uberlândia (MG), testam a viabilidade comercial de duas novas variedades de maracujá: o maracujá roxo e o pérola do cerrado. Os experimentos são voltados a oferecer alternativas agrícolas de maior valor agregado, foco em consumo in natura e estabilidade financeira para os produtores por meio do mercado externo.
O maracujá roxo apresenta frutos padronizados em cerca de 200 gramas e passou por um processo de melhoramento genético focado na redução drástica da acidez. A coloração e o sabor mais suave miram o mercado internacional, cujas cotações em dólar e euro evitam as oscilações sazonais registradas no preço da fruta no comércio doméstico. O lançamento oficial da cultivar é previsto para os próximos meses.
Já o maracujá pérola do cerrado, desenvolvido em parceria com a Embrapa e a Flora Brasil, destaca-se pela casca fina, polpa muito doce e vida útil do pomar estendida por até sete anos. A variedade possui uma dinâmica biológica singular: a fertilização das flores é noturna e realizada por morcegos herbívoros, dispensando a polinização manual ou por abelhas mamangavas.
Os testes de adaptação do maracujá pérola do cerrado acontecem simultaneamente em Uberlândia (MG), Seropédica (RJ) e Cruz das Almas (BA). O monitoramento em diferentes microclimas e solos busca mensurar a produtividade e a resistência das plantas antes da liberação e comercialização das mudas aos fruticultores.