Agro

Produção de tangerina cresce no Paraná

07 mai 2026 às 18:29

O mercado mundial de tangerinas alcançou produção de 51,9 milhões de toneladas em 2024, distribuídas em 3,9 milhões de hectares cultivados em 71 países, segundo dados apresentados no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural, ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. O levantamento, divulgado na quinta-feira (7), aponta a China como líder mundial da atividade, responsável por 52,3% da produção global e por 62,9% da área cultivada da fruta.


O Brasil aparece como o sétimo maior produtor mundial, respondendo por 1,4% da produção total, conforme dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Em 2024, o país colheu 1 milhão de toneladas de tangerina em uma área de 55,3 mil hectares, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O estado de São Paulo segue como principal produtor nacional, concentrando 30,9% do volume colhido no país. A produção comercial da fruta está distribuída em 23 unidades da federação.


No ranking nacional, o Paraná ocupa a quarta colocação. O município de Cerro Azul, tradicional referência na produção da fruta, foi superado em 2024 por Campanha, em Minas Gerais. O município mineiro colheu 59,8 mil toneladas em 2,6 mil hectares e gerou Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 148 milhões, equivalente a 5,9% da produção nacional e 6,8% do VBP da cultura.


Já Cerro Azul registrou produção de 55 mil toneladas em 4,6 mil hectares. Apesar de ocupar a segunda posição em volume colhido, o município aparece em quarto lugar no ranking de VBP, com receita de R$ 90,8 milhões, representando 4,2% do valor nacional da atividade. O município vizinho de Doutor Ulysses aparece como o quinto maior produtor brasileiro, respondendo por 3% da renda bruta da tangerina no país.


De acordo com o Deral, o Paraná contabilizou 7,1 mil hectares cultivados e colheu 115,4 mil toneladas de tangerina em 2024. O resultado representa crescimento de 22,1% no volume produzido e aumento real de 7,8% no VBP em relação a 2023, mantendo praticamente estável a área plantada.


O boletim também aponta movimentação nos preços ao longo da safra. Segundo o Deral, os valores pagos aos produtores costumam começar mais elevados no início da colheita e recuam com o avanço da oferta. Em abril, a média recebida pelos agricultores foi de R$ 48,83 por caixa de 22 quilos, equivalente a R$ 2,22 por quilo. A média nominal de 2025 ficou em R$ 1,67 por quilo.


Em Curitiba, a caixa de 20 quilos da tangerina ponkan média e grande foi comercializada nesta semana entre R$ 35 e R$ 40 no entreposto da capital, valores equivalentes a R$ 1,75 e R$ 2 por quilo. O boletim destaca que os preços são semelhantes aos registrados no mesmo período do ano passado.


Já no varejo, o preço do quilo da fruta iniciou 2025 em R$ 10,33 em janeiro, passando para R$ 10,14 em fevereiro, R$ 8,58 em março e R$ 8,35 em abril. A média nominal do ano ficou em R$ 7,86 por quilo.

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