Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Brasil e mundo
Brasil

Opas eleva risco de febre do Oropouche nas Américas para alto em alerta

De acordo com a entidade, a decisão foi tomada em razão de “recentes mudanças altamente preocupantes”
05 ago 2024 às 09:10
Por: Band
Divulgação/Sesab

A Organização Pan-Americana da Saúde (OMS), braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas (OMS), emitiu neste sábado (3) um alerta epidemiológico de risco alto para a febre do Oropouche no continente.


De acordo com a entidade, a decisão foi tomada em razão de “recentes mudanças altamente preocupantes” nas características clínicas e epidemiológicas da doença, incluindo o registro de casos em localidades fora das chamadas regiões endêmicas. 


Outros fatores levados em consideração para a publicação do alerta de nível alto são as duas mortes por febre do Oropouche confirmadas no interior de São Paulo e a identificação de uma potencial transmissão vertical do vírus (da mãe para o bebê durante a gestação ou parto). A Opas monitora ainda óbitos fetais e casos de recém-nascidos com anencefalia que podem estar relacionados à infecção. 


“Reconhecendo que essas observações ainda se encontram em fases iniciais de investigação e que a verdadeira trajetória da doença ainda é desconhecida, o nível de risco para a região foi ampliado para alto”, destacou a entidade. 


“Tudo isso baseado nas informações atuais e disponíveis, com um nível moderado de confiança e com bastante cautela”, completou a Opas. 

Outras notícias

Polícia investiga se crianças achadas em carro morreram por desidratação; Veja vídeo

Policial rodoviário invade casa e mata comandante da Guarda enquanto ela dormia

Idoso é morto por filha durante saída temporária



Critérios



De acordo com o documento, os critérios considerados para atualizar o nível de risco regional para a febre do Oropouche incluem risco potencial para a saúde humana. A apresentação clínica do vírus na maioria dos casos varia de leve a moderada com sintomas autolimitados que, geralmente se resolvem em sete dias. Apesar das complicações serem raras, casos esporádicos de meningite séptica foram documentados. Mais recentemente, dois casos de mortes associadas ao vírus foram deportadas no Brasil em meio a um surto da doença no país. Essas mortes respondem pelos primeiros casos fatais associados à doença no mundo.


Para a decisão, a organização também considerou a transmissão vertical do vírus, que está sob investigação. No dia 12 de julho, o Brasil informou a Opas sobre potenciais casos de transmissão vertical da febre do Oropouche e suas consequências. No dia 30 de julho, cinco potenciais casos de transmissão vertical do vírus haviam sido reportados no Brasil, incluindo quatro casos de morte fetal e um caso de aborto espontâneo no estado de Pernambuco, além de quatro casos de recém-nascidos com microcefalia nos estados do Acre e do Pará. As investigações estão em andamento.


A Opas também lista o risco de propagação da doença, contextualizando que, entre 1° de janeiro e 30 de julho de 2024, 8.078 casos confirmados haviam sido reportados em pelo menos cinco países das Américas, incluindo Bolívia (356 casos), Brasil (7.284 casos), Colômbia (74 casos), Cuba (74 casos) e Peru (290 casos). No Brasil, 76% dos casos foram registrados na Amazônia.  



Brasil



De acordo com a Opas, pelo menos 10 estados brasileiros fora da região amazônica já confirmaram transmissão autóctone ou local da febre do Oropouche, alguns de forma inédita para a doença. “Essa informação sugere que, no último trimestre, casos foram reportados em novas áreas e em novos países, sinalizando a expansão do vírus pelas América”.


“Desde a sua identificação, em 1955, o vírus causou surtos em diversos países da América do Sul e da região amazônica, em grande parte por conta do vetor Culicoides paraensis, do potencial vetor Culex e seus hospedeiros, como preguiças e primatas.”


“O risco de propagação de vetores e, consequentemente, da transmissão da febre do Oropouche está aumentando em razão das mudanças climáticas, do desmatamento, da urbanização descontrolada e não planejada e de outras atividades humanas que afetam o habitat e favorecem a intervalos entre vetor e hospedeiro. Até o momento, não há evidência de transmissão do vírus entre humanos”, concluiu a Opas.

Veja também

Relacionadas

Brasil e mundo
Imagem de destaque

Importação de combustíveis cai 60% e postos registram falta de gasolina

Brasil e mundo
Imagem de destaque

Vigia de condomínio de luxo mata colega a facadas após discussão

Brasil

Justiça adia júri dos réus do caso Henry no Rio; nova data será definida

Brasil e mundo

PM encontra corpos de primos de 4 e 6 anos com sinais de violência dentro de carro

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Comerciantes denunciam sujeira e desordem em cruzamento no Centro de Londrina

Cidade
Londrina e região

Vereadora de Londrina pede manutenção em ruas de Pinheiros e Itaim Bibi, em São Paulo

Brasil e mundo
Brasil

Mulher mata o pai com ajuda da namorada e depois vão para um bar

Brasil e mundo
Brasil

Jovem 'acorda' e tosse durante o próprio velório e caso gera repercussão; entenda

Brasil e mundo
Brasil

PM encontra corpos de primos de 4 e 6 anos com sinais de violência dentro de carro

Podcasts

Podcast Café com Edu Granado | EP 62 | Inconformismo que Transforma o Mundo | Caio Garcia

Podcast PodFala com a Tai | EP 11 | Do Acaso ao Sucesso Musical | João Felipe e Murillo

Podcast PodGuest | EP 21 | Espiritualidade e Terapia Holística | Marcia Bernardes

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.