Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Brasil e mundo
Brasil

Porto Alegre recolhe 180 mil toneladas de resíduos após enchentes

Cerca de 50 mil toneladas ainda aguardam destinação definitiva
18 dez 2024 às 18:16
Por: Agência Brasil
Foto: Julio Ferreira/PMPA

Cerca de sete meses após as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, incluindo inundações sem precedentes em Porto Alegre, a prefeitura da capital gaúcha contabiliza o recolhimento de 180 mil toneladas de lixo deixado pelas águas. A maior parte, cerca de 130 mil toneladas, acumulada na porta de residências ao longo de semanas até ser retirada, foi destinada de forma definitiva para aterros sanitários. Outras 50 mil toneladas esperam destinação.


Para se ter um ideia do volume de resíduos acumulados durante as enchentes, eles representam o equivalente a 146 dias de trabalho da limpeza urbana na cidade. Diariamente, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), autarquia municipal responsável pelo serviço, recolhe nas residências cerca de 1.225 toneladas de resíduos. Desse total, 73 toneladas são de recicláveis recolhidos pela coleta seletiva. O restante é composto por resíduos orgânicos e rejeito da coleta domiciliar. Somam-se aos orgânicos e rejeitos os resíduos públicos e as cargas recebidas na Estação de Transbordo, em que se chega a um total de 1.780 toneladas por dia de material enviado para o aterro sanitário.


Esse último montante de 50 toneladas que ainda falta ser destinado adequadamente está alocado em área que a prefeitura chama de bota-espera. Ao longo da crise, foram criados 9 bota-esperas. O único que ainda resta fica na avenida Severo Dullius, no bairro do Sarandi, zona norte de Porto Alegre, uma das áreas mais afetadas pelos alagamentos e a última a secar completamente. Do Sarandi, os resíduos serão encaminhados para aterros em Minas do Leão e Santo Antônio da Patrulha, cidades da região metropolitana.


O prazo para executar o serviço é de 75 dias e o resultado do edital de chamamento público foi divulgado na semana passada. A contratação prevê o fornecimento de equipamentos, caminhões, respectivos operadores e motoristas e mão de obra. Os equipamentos e caminhões trabalharão na remoção completa e transporte de todos os tipos de resíduos, inservíveis, entulhos, lixo, incluindo mobiliário, utensílios, eletrodomésticos, eletrônicos, entre outros, atualmente depositados no local.


"Tivemos mais de 100 contratos emergenciais, desde aterros, equipamentos, força de trabalho. Ao todo foram, R$ 200 milhões de reais nesse trabalho de limpeza, que inclui tanto a limpeza urbana, a retirada de entulho e a destinação correta desses resíduos, bem como recuperação de calçadas, pintura de meio-fio, limpeza de mobiliário público urbano", explica o diretor-geral do DMLU, Carlos Alberto Hundertmarker, em entrevista à Agência Brasil.

Outras notícias

Mãe que matou e cortou o pênis de abusador da filha dela é absolvida

Músico voluntário é flagrado tirando a roupa para estuprar idosa em asilo

Barra de ouro que passou 130 anos no fundo do mar será vendida em 'pedaços'


Cerca de 4 mil trabalhadores da limpeza se envolveram nesse trabalho ao longo de sete meses. Segundo o diretor-geral do DMLU, a situação na cidade só começou a ser normalizar em meados de agosto, mais de três meses após a catástofe. Em todo o estado, as enchentes deixaram 183 mortos e 27 desaparecidos. Na capital, foram registradas 5 mortes e um desaparecimentos, mas em toda região metropolitana, incluindo cidades como Canoas, São Leopoldo e Eldorado do Sul, o número de vítimas passa de 50.


Para o diretor-geral do DMLU, o acúmulo de resíduos das enchentes demonstrou a necessidade de reforçar o trabalho de separação dos resíduos, envolvendo a ação conjunta do poder público e da população. "Porto Alegre já foi referência nacional em coleta seletiva de resíduos. Temos que desenvolver mais esse espríto de segregação dos resíduos. Muitas pessoas misturam os diversos resíduos", afirma Carlos Alberto Hundertmarker. A catástrofe em Porto Alegre também afetou drasticamente o serviço de triagem de resíduos. Dos 17 pontos de triagem, ao menos 8 ficaram completamente alagados durante meses, prejudicando a operação.


Segundo dados do DMLU, dos resíduos domiciliares recolhidos diariamente, 6% são da coleta seletiva. Trata-e de um percentual acima da média nacional, que é de 2,7%, mas com potencial de avançar mais ainda, visto que há aproximadamente 40,5% de materiais com potencial reciclável indo para o aterro sanitário, de acordo com a autarquia.


Além disso, cerca de 408 toneladas de materiais que poderiam ser reciclados são descartadas indevidamente por dia na cidade, o que, além de prejudicar o ambiente, aumenta o custo para a remoção aos aterros.

Veja também

Relacionadas

Brasil e mundo
Imagem de destaque

Vídeo mostra momento em que segurança é morto por colega em prédio

Brasil e mundo
Imagens mostram o momento em que um policial militar agride duas pessoas dentro da Escola Estadual Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado

Policial agride estudantes dentro de escola no Largo do Machado

Brasil e mundo

Governo propõe subvenção de R$ 1,20 no diesel para conter alta de preços

Brasil e mundo

Homem de 67 anos mata esposa a facadas; suspeito é presbítero e cadeirante

Mais Lidas

Brasil e mundo
Mundo

Músico voluntário é flagrado tirando a roupa para estuprar idosa em asilo

Brasil e mundo
Brasil

Mãe que matou e cortou o pênis de abusador da filha dela é absolvida

Brasil e mundo
Brasil

Homem de 67 anos mata esposa a facadas; suspeito é presbítero e cadeirante

Cidade
Londrina e região

Londrina recebe mais de 100 pessoas em situação de rua vindas de outros estados

Cidade
Londrina e região

Crise no SAS atinge servidores de Londrina e região; pacientes pedem providências

Podcasts

Podcast Corta Pra Elas | EP 4 | Superação e Sucesso na Confeitaria | Thati Carvalho

Podcast Sem Cerimônia | EP 1 | Harmonização Natural | Amanda Moura

Podcast Falando de Gestão | EP 52 | Desenvolvimento da habilidade de negociar

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.