A ex-deputada Carla Zambelli pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um salvo-conduto para retornar ao Brasil, votar na mãe e voltar à Itália sem ser presa. A defesa solicita que Zambelli entre no país durante as eleições, exerça o direito de voto e retorne à Itália sem ser detida. A informação foi divulgada nesta terça-feira (22).
A defesa sustenta que existe risco de prisão caso Zambelli entre no Brasil devido às condenações impostas pelo STF. O pedido prevê autorização exclusivamente para permitir a entrada da ex-deputada, o exercício do voto e o retorno à Itália. Segundo os advogados, a intenção é que ela chegue ao Brasil em 3 de outubro, vote no primeiro turno, em 4 de outubro, e retorne à Itália no dia 5.
O objetivo é que Zambelli possa votar na mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, candidata a deputada federal por São Paulo. No mérito, os advogados também pedem a suspensão das condenações impostas pelo STF. A defesa relaciona o pedido à análise de procedimentos do caso Master que envolvem mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
As condenações de Zambelli
Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão, em regime inicial fechado, por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. A condenação transitou em julgado em 2025, e o STF determinou o início do cumprimento da pena.
Em outro processo, o STF condenou a ex-deputada a cinco anos e três meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, relacionados ao episódio em que ela perseguiu um homem armada, em 2022.
A ex-deputada deixou o Brasil em junho de 2025 e está na Itália. O STF determinou sua prisão após o trânsito em julgado da condenação relacionada à invasão dos sistemas do CNJ e encaminhou pedido de extradição às autoridades italianas.