O terreno que deveria abrigar o novo Terminal Metropolitano de Londrina, localizado na região central, tornou-se símbolo de abandono e insegurança. Com 12 mil metros quadrados, o espaço está com livre acesso, servindo de depósito para lixo, escombros e como abrigo improvisado para usuários de drogas e pessoas em situação de rua.
Para quem depende do transporte coletivo e transita pela região, o cenário é de medo. "A gente fica aqui no ponto de ônibus sempre olhando para os lados. É muito mato, muita sujeira e gente estranha entrando e saindo o tempo todo", relatou uma mulher que utiliza o local diariamente.
Licitação concluída e economia de R$ 6,5 milhões
Apesar do descaso atual, os trâmites administrativos para a construção avançaram no final de 2025. A AMEP (Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná) confirmou que 14 empresas disputaram o certame.
Empresa vencedora: Uma construtora de Maringá.
Valor do contrato: R$ 36,8 milhões.
Economia: O valor final ficou 15% abaixo do orçamento inicial de R$ 43,3 milhões.
O contrato segue o modelo de "projeto e execução", o que significa que a empresa é responsável tanto pelo detalhamento técnico quanto pela construção física da estrutura.
Ordem de serviço e prazos
A Chefia da Casa Civil de Londrina informou que a assinatura oficial da ordem de serviço deve ocorrer ainda em janeiro de 2026. Após a formalização:
Início das obras: Previsto para o final de fevereiro.
Prazo de conclusão: 22 meses.
Entrega estimada: Final de 2027.
Até que o canteiro de obras seja efetivamente montado e o terreno cercado, o cenário de vulnerabilidade deve persistir. O novo terminal é considerado vital para integrar as linhas que ligam Londrina a cidades como Cambé, Ibiporã e Rolândia, aliviando o fluxo do Terminal Central.