Cinco meses depois do tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, a cidade ainda vive os efeitos da destruição. Na segunda reportagem da série especial, o foco é nos impactos na educação e no comércio.
Na área da educação, muitos estudantes precisaram mudar a rotina. Com escolas destruídas, como o Colégio Estadual Ludovica Safraider, alunos passaram a percorrer longas distâncias até outras unidades. Além das dificuldades no deslocamento, o medo ainda faz parte do dia a dia, principalmente quando o tempo muda.
As obras de reconstrução seguem em duas frentes: a recuperação de espaços que ainda podem ser usados, com previsão até julho, e o projeto para um novo ginásio, que deve ser concluído ainda este ano. A licitação para a nova estrutura está prevista para outubro.
Mesmo com parte da estrutura ainda de pé, os impactos vão além do físico. Houve aumento de casos de ansiedade e depressão, principalmente entre crianças e adolescentes, segundo relatos na área da saúde.
No comércio, a situação também é de recomeço. Empresários que perderam tudo tentam reconstruir, muitas vezes com recursos próprios ou doações. Para pequenos comerciantes, o acesso a crédito tem sido um dos principais desafios, já que muitos não conseguem atender às exigências para financiamento.
Uma proposta em tramitação busca criar um subsídio específico para empresas atingidas por desastres, como forma de apoio direto.
Enquanto isso, a cidade segue tentando se reorganizar. Entre obras, adaptações e retomadas, moradores e comerciantes buscam reconstruir a rotina e manter as atividades.