O Ministério Público do Paraná (MPPR) ofereceu denúncia, neste domingo (27), contra o advogado de 25 anos investigado pela morte da médica Gassi Mazia, de 37 anos, em Maringá. Ele foi denunciado por feminicídio qualificado e abandono de incapaz, em relação ao filho do casal, um bebê de oito meses. Segundo o MP, após matar a ex-companheira, o homem teria tomado banho, trocado de roupa e deixado o apartamento usando o carro da vítima.
Antes de sair, conforme a denúncia, o investigado teria trancado a porta do imóvel, deixando a criança sozinha no apartamento junto ao corpo da mãe. O bebê permaneceu no local por horas, até ser encontrado por um familiar que ouviu o choro e precisou arrombar a porta para entrar. Na mesma noite, o homem seguiu para Mandaguari, onde teria confessado o crime a uma parente enquanto ainda estava no veículo da vítima.
Relembre o caso
O crime aconteceu na noite de 5 de setembro, no apartamento onde Gassi morava, em Maringá. De acordo com o laudo pericial e as investigações, a médica foi vítima de esganadura e recebeu 14 golpes de faca. A causa da morte foi uma hemorragia aguda provocada pelos ferimentos. A Polícia Civil também apontou que o casal havia reatado recentemente e mantinha um relacionamento conturbado.
Conclusão do inquérito
A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito em 24 de setembro e indiciou o investigado por feminicídio e abandono de incapaz. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que apresentou a denúncia três dias depois.
Na acusação, o MP aponta qualificadoras por motivo torpe, meio cruel e recurso que teria dificultado a defesa da vítima, além do contexto de violência doméstica e familiar.
Preso desde o dia do crime, o homem permanece em prisão preventiva. A defesa ainda não se manifestou oficialmente sobre a denúncia.