O Ministério Público do Paraná (MPPR) pediu nesta segunda-feira (28) que a Justiça negue o pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa de Douglas Ryan da Silva Cunha, de 18 anos. O jovem foi preso após o confronto que terminou com a morte do ciclista Matheus Novaes da Silva, em Londrina. O MP também se manifestou pela manutenção da prisão preventiva. A imprensa local informou que, na audiência de custódia realizada nesta segunda, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
Na manifestação encaminhada à Justiça, o Ministério Público sustenta que a prisão deve ser mantida diante da gravidade do caso e das circunstâncias investigadas. Segundo o documento, Douglas teria sacado um canivete durante uma briga na Avenida Arcebispo Geraldo Fernandes, na madrugada de domingo (27), e atingido três pessoas que tentavam apartar o conflito. Matheus morreu após ser ferido, enquanto outras duas pessoas ficaram feridas.
O MP também argumenta que medidas alternativas à prisão, como tornozeleira eletrônica ou prisão domiciliar, seriam insuficientes neste momento. A manifestação destaca ainda que uma das vítimas permanecia internada e que ainda não havia sido ouvida pelas autoridades. O órgão afirma que a prisão preventiva é necessária para a garantia da ordem pública e o andamento das investigações.
O que diz a defesa
Segundo o Ministério Público, a defesa pediu a liberdade provisória alegando, entre outros argumentos, que Douglas tem 18 anos, é primário e possui ocupação declarada. Durante o interrogatório, o investigado afirmou que carregava a faca por medo de sofrer violência e alegou que também a utilizava no trabalho. Ele disse ainda que sacou o objeto para afastar os ciclistas e negou a intenção de matar.
A defesa sustenta a possibilidade de aplicação de medidas cautelares alternativas e afirma que seguirá adotando as medidas processuais cabíveis.