A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Valdir de Oliveira Nascimento, de 64 anos. A família do motorista, ainda indignada, busca por respostas. Segundo o filho dele, Felipe Nascimento, o celular, documentos e óculos ainda não foram encontrados.
O rapaz acredita que o suposto passageiro não estaria entre os que foram presos pela Polícia Civil. “Eu tenho certeza que tem mais pessoas envolvidas. No dia meu pai disse que ia buscar um rapaz... e eu tenho certeza que não é nenhum desses dois”, afirma Nascimento.
O homem também acredita que o crime teria sido premeditado. Segundo ele, durante as buscas, que duraram mais de um dia, a família recebeu informações de que os suspeitos teriam deixado pistas. “O pessoal estava falando que ia 'ganhar' um carro. Nós sabemos que 'ganhar' um carro significa roubar. Se não fosse com meu pai teria acontecido com outra pessoa.”
Valdir, que era aposentado e motorista de aplicativo, desapareceu no dia 21 de janeiro, após informar à família que faria uma corrida particular para Bela Vista do Paraíso.
Sem conseguir contato com a vítima, familiares iniciaram uma campanha nas redes sociais e em grupos de WhatsApp para tentar localizá-lo.
No dia seguinte, informações indicaram que o carro de Valdir havia sido visto em Bela Vista do Paraíso, ocupado por um homem e um adolescente. Os dois chegaram a parar em um posto de combustíveis, onde câmeras de segurança registraram o momento em que compravam álcool.
De acordo com a Polícia Civil, os dois envolvidos vão responder pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver. O adulto também foi indiciado por corrupção de menores. Se condenados, as penas podem chegar a até 30 anos de prisão.