A possível volta da cobrança do pedágio entre Nova Laranjeiras e Laranjeiras do Sul tem gerado grande preocupação entre os moradores da região, que dependem diariamente do trecho para trabalhar e realizar outras atividades essenciais. A cobrança, que estava desativada desde dezembro de 2021, quando a concessão das empresas responsáveis pelo pedágio no Paraná chegou ao fim, está prevista para ser retomada, e a expectativa está causando apreensão.
Leomar, professor que reside em Nova Laranjeiras e dá aulas em Laranjeiras do Sul, é um dos que enfrentam esse problema. Ele precisa atravessar o pedágio todos os dias e, segundo ele, o valor pago anteriormente já era um peso no orçamento da família. Agora, com a volta da cobrança, ele teme o impacto financeiro. Para ele e muitos outros moradores, o alívio que a isenção trouxe nos últimos anos foi significativo, especialmente para quem precisa fazer deslocamentos frequentes entre as cidades, seja para o trabalho, atendimentos bancários ou na Justiça Eleitoral.
Com o receio de que a cobrança retorne sem qualquer tipo de desconto ou isenção, os moradores começaram a mobilização por uma negociação entre a concessionária e a Prefeitura de Nova Laranjeiras, solicitando a isenção total ou a redução da tarifa. A demanda ganhou força na Câmara de Vereadores, que iniciou um abaixo-assinado com o objetivo de reunir 3 mil assinaturas para pressionar as autoridades a atenderem o pedido da população.
Em 2011, uma medida já havia garantido que os moradores da região pagassem metade da tarifa, com uma redução de 50%, o que trouxe certo alívio para os orçamentos. Maicon, que trabalha na produção rural na Linha Concórdia, próximo ao pedágio, também se preocupa com a volta da cobrança. Ele afirma que, para sua família, o valor da tarifa afeta diretamente o orçamento, já que ele precisa passar pelo pedágio diariamente para entregar os produtos agrícolas.
A mobilização tem ganhado adesão. Até o momento, mais de 500 pessoas já assinaram o abaixo-assinado, e o objetivo é alcançar as 3 mil assinaturas nos próximos 20 dias. Os moradores acreditam que, com o apoio de mais pessoas, a mobilização poderá beneficiar toda a população da região.