O deputado estadual Arilson Chiorato (PT) apresentou um pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para investigar se autoridades públicas e agentes privados ajudaram o senador Flávio Bolsonaro (PL) a deixar o Brasil. O requerimento foi protocolado na segunda-feira (2).
Chamada pelo parlamentar de “CPI da Fuga”, a proposta busca esclarecer as circunstâncias da passagem de Flávio Bolsonaro pelo Paraná, em 27 de outubro, antes de sua chegada aos Estados Unidos.
Arilson, líder da Oposição na Assembleia e presidente estadual do PT, afirma que a investigação é necessária para identificar uma eventual participação de autoridades paranaenses na organização do deslocamento do senador.
O que a CPI pretende investigar?
Entre os principais pontos apresentados pelo deputado estão a possível utilização de recursos públicos estaduais ou municipais, a origem do dinheiro utilizado no deslocamento e a eventual participação de servidores públicos e integrantes das forças de segurança. A investigação também pretende verificar se empresas brasileiras ou estrangeiras participaram da organização e do apoio logístico à viagem.
“O requerimento tem por finalidade averiguar possíveis atos ilegais praticados por autoridades públicas do Paraná e também por agentes privados que teriam participado da preparação, organização ou favorecimento da saída de Flávio Bolsonaro do país”, afirmou Arilson.
O deputado também quer esclarecer as circunstâncias da permanência do senador e de familiares em território paranaense. As suspeitas apresentadas no requerimento ainda precisam ser apuradas. Não há comprovação de que autoridades paranaenses tenham participado de irregularidades.
CPI precisa de 18 assinaturas para ser instalada
A proposta prevê a criação de uma comissão formada por sete deputados estaduais, com prazo de 120 dias para investigar o caso.
No entanto, a apresentação do requerimento não significa que a CPI já esteja instalada. Para avançar, o pedido precisa cumprir os requisitos previstos na Constituição Estadual e no Regimento Interno da Assembleia Legislativa, incluindo o apoio de pelo menos 18 parlamentares.
O requerimento está disponível para assinatura dos deputados estaduais. Caso obtenha o apoio necessário e cumpra as demais exigências regimentais, a comissão poderá ser instalada para investigar a possível participação de agentes públicos e privados na saída de Flávio Bolsonaro do país.