Líderes da oposição prometeram reagir no Congresso Nacional contra o corte de R$ 11 bilhões em emendas parlamentares promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A redução foi oficializada na sanção do Orçamento da União de 2026, realizada na semana passada, e atinge diretamente as verbas destinadas a projetos indicados por deputados e senadores.
A decisão presidencial abriu uma nova frente de embate com o Legislativo, especialmente em um ano considerado estratégico para a liberação de recursos. Parlamentares ligados ao centrão avaliam que a tendência é que deputados federais e senadores derrubem o veto das emendas durante a votação em sessão conjunta.
Cortes extras e articulação política
Além do montante principal, o presidente Lula também vetou R$ 392 milhões em emendas parlamentares extras. Esse movimento reforça o esforço do Executivo em manter o controle das contas públicas diante das pressões orçamentárias.
Apesar da medida restritiva, um acordo prévio feito com o Congresso Nacional garante um piso de pagamentos para este período. O governo deve pagar no mínimo R$ 19 bilhões em recursos indicados por parlamentares antes das eleições presidenciais.
Tendência de derrubada do veto
Na visão de líderes partidários, o corte de R$ 11 bilhões compromete a execução de obras e serviços essenciais nas bases eleitorais. Eles argumentam que a autonomia do Legislativo na alocação de verbas deve ser preservada, conforme previsto no rito orçamentário.
A oposição agora articula a mobilização das bancadas para garantir o número necessário de votos para anular o veto. A expectativa é que a votação ocorra nas próximas semanas, colocando à prova a base de apoio do governo no Parlamento.
Contexto orçamentário
O Orçamento da União de 2026 tem sido alvo de intensas negociações entre o Palácio do Planalto e as lideranças das Casas legislativas. O equilíbrio entre as metas fiscais do governo e as demandas dos congressistas por emendas permanece como o principal ponto de atrito na política nacional.
Especialistas em contas públicas ressaltam que a liberação de emendas é um instrumento fundamental para a governabilidade. No entanto, o veto presidencial sinaliza uma tentativa de conter o avanço das despesas obrigatórias em um cenário econômico desafiador.