O sargento Estácio Leite da Silva Filho, pego hoje em uma blitz da PM-DF (Polícia Militar do Distrito Federal) com uma pistola 9 milímetros registrada em nome de Jair Bolsonaro (PL), trabalha na segurança do ex-presidente desde 2023 e já fez dezenas de viagens com ele.
86 viagens e segurança residencial
Segundo-sargento do Exército atua na Casa Civil, com a segurança de ex-presidentes. Ele ingressou na função em 1º de janeiro de 2023, assim que Bolsonaro deixou o Palácio do Planalto.
Todos os ex-presidentes têm direito a seguranças. Mesmo preso, Bolsonaro tem funcionários à disposição. Uma decisão da Justiça mineira, de março deste ano, garantiu esse direito.
Estácio acompanhou o ex-presidente em pelo menos 86 viagens nacionais e internacionais desde que assumiu. A última viagem registrada no sistema da Casa Civil foi em 29 de junho de 2025, pouco mais de um mês antes de Bolsonaro ir para prisão domiciliar pela primeira vez.
Em março deste ano, quando Bolsonaro estava preso na Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a entrada de Estácio e de outros assessores no local. Segundo o pedido da defesa do ex-presidente, eles ficariam responsáveis pela entrega de "alimentação especial" ao preso.
Estácio atua no reforço da segurança perimetral da casa de Bolsonaro desde abril de 2026. Ele e outros três agentes ingressaram na função após autorização de Moraes.
Sargento é natural de Paranaguá, no litoral do Paraná. Durante a adolescência, trabalhou como entregador de jornais e office boy. Iniciou a carreira militar em 1992. Durante os anos que serviu no Exército, participou de missões de paz no Timor-Leste, em 1999, e no Haiti, em 2014.
Ao ser abordado com a arma de Bolsonaro pela PM hoje, o sargento alegou que estava levando o equipamento para "reparos". A ocorrência foi comunicada a Moraes, que pediu esclarecimentos à defesa do ex-presidente e à equipe responsável pelas revistas de acesso à residência de Bolsonaro.
*Com informações do Estadão Conteúdo