Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Cascavel
Londrina
Política

MP de Contas vê interferência de Bolsonaro no Exército

02 mai 2020 às 09:35
Por: Estadão Conteúdo

O Ministério Público do Tribunal de Contas da União solicitou que a corte abra uma investigação para apurar suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro no Exército. Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo na última segunda-feira, 27, Bolsonaro também é investigado pelo Ministério Público Federal por determinar a revogação, por parte da Força, de três portarias que tratavam do controle e do rastreamento de armas e munições no País.

Em despacho ao qual a reportagem teve acesso, o MP de Contas sugere que o presidente cometeu "grave violação" dos princípios administrativos ao tomar para si atribuições que são de exclusividade do Exército. A avaliação é a de que Bolsonaro estaria "interferindo politicamente" na Força.

Por esse motivo, o MP emitiu uma representação pedindo que o TCU decida "pela adoção das medidas necessárias a apurar a ocorrência de desvio de finalidade, caracterizando flagrante e grave violação aos princípios administrativos da impessoalidade e da moralidade".

O MP diz que uma inovação trazida na portaria, agora revogada, era a obrigação de que estojos adquiridos com finalidade de recarga de munição também deverão possuir o código de rastreabilidade. "Atiradores desportivos e clubes de tiro costumam recarregar munição em estojos sem marcação", diz.

A portaria também determinava que somente munições do mesmo tipo e calibre poderiam ser inseridas no mesmo número de lote. O documento deixava claro, ainda, que o tamanho máximo dos lotes de munição marcada com um mesmo código deveria ser de 10 mil unidades, para facilitar o rastreamento. Mas deixava aberta a possibilidade de lotes ainda menores, de mil projéteis.

Outras notícias

Janones descarta ministério e diz que ficará na Câmara

Tarifas americanas e avanço chinês pressionam comércio do Brasil

MTE recebe 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral em três dias

Pressão

A representação do MP de Contas aponta para a possibilidade de o anúncio de Bolsonaro, feito nas redes sociais, sobre a revogação, ter sido resultado da pressão feita pela categoria dos caçadores, atiradores e colecionadores, chamada pela sigla CAC. "Eles sempre se colocaram como base de apoio do presidente e contrários a medidas que amplie o controle de munições", diz o despacho.

"Há notícias de que a decisão de revogar aquelas portarias não se pautou em critérios técnicos, mas, sim, em posicionamento político do Presidente da República decorrente de pressão exercida por clubes de colecionadores, atiradores e caçadores", destaca o documento, assinado pelo procurador Lucas Furtado.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

Denúncias de violência política quadriplicam em outubro no Disque 100

Política
Imagem de destaque

Ação popular pede suspensão de verbas a Flávio Bolsonaro

Política

MTE registra mais de 4 mil denúncias de assédio eleitoral

Política

Congressista critica Flávio e cobra explicações sobre entrada nos EUA

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Londrina registra 36 mm de chuva e Defesa Civil monitora

Cidade
Cascavel e região

Quatro pessoas da mesma família morrem em acidente na BR-277

Brasil e mundo
Brasil

Brasileira de 20 anos é identificada após queda de jato nos EUA

Cidade
Londrina e região

Amigos e familiares homenageiam vigilante morto em Londrina

Cidade
Londrina e região

Londrina terá semana de chuva e variação de temperatura

Podcasts

Podcast Andorinha I EP 3 I Inovação e impacto social I Susan Cavallin

Podcast Sem Cerimônia | EP 27 | Desafio das Catedrais e Esportes de Aventura | Fábio Cheche

Podcast Em Foco | EP 9 I Festa Animada: Negócio de Mãe e Filha I Ana e Cris