A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,1 bilhões na terceira semana de fevereiro de 2026, com corrente de comércio de US$ 9,5 bilhões, resultado de exportações de US$ 5,79 bilhões e importações de US$ 3,72 bilhões. No acumulado do mês, as exportações somam US$ 19,5 bilhões e as importações, US$ 16,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 36,1 bilhões.
No ano, as exportações totalizam US$ 44,6 bilhões e as importações, US$ 37,5 bilhões, com superávit de US$ 7,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 82,1 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (23) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Na comparação mensal, as exportações cresceram 31,7% ao se considerar a média diária até a terceira semana de fevereiro de 2026, de US$ 1,5 bilhão, frente a US$ 1,1 bilhão em fevereiro de 2025. As importações avançaram 10,3% na mesma base de comparação, passando de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,3 bilhão. Até a terceira semana de fevereiro de 2026, a média diária da corrente de comércio foi de US$ 2.779,28 milhões e o saldo médio diário ficou em US$ 217,35 milhões, alta de 20,9% frente à média de fevereiro de 2025.
No acumulado até a terceira semana de fevereiro de 2026, em relação ao mesmo mês do ano anterior, as exportações registraram crescimento pela média diária de US$ 25,72 milhões na Agropecuária, equivalente a 10,6%; de US$ 150,43 milhões na Indústria Extrativa, alta de 70,5%; e de US$ 180,97 milhões na Indústria de Transformação, avanço de 26,8%.
No mesmo período, as importações apresentaram aumento de US$ 3,56 milhões na Indústria Extrativa, alta de 7,5%, e de US$ 121,97 milhões na Indústria de Transformação, crescimento de 11,3%, enquanto a Agropecuária registrou queda de US$ 4,57 milhões, recuo de 17,3%.
No recorte mensal até a terceira semana de fevereiro de 2026, as exportações somaram US$ 3,48 bilhões na Agropecuária, com crescimento de 10,6%; US$ 4,73 bilhões na Indústria Extrativa, alta de 70,5%; e US$ 11,14 bilhões na Indústria de Transformação, avanço de 26,8%. O resultado foi influenciado pelo aumento das vendas de milho não moído, café não torrado e soja na Agropecuária; minério de Ferro, minérios de Cobre e óleos brutos de petróleo na Indústria Extrativa; e carne bovina, produtos semiacabados de Ferro ou aço e ouro não monetário na Indústria de Transformação.
Apesar do crescimento geral, houve retração nas exportações de pescado inteiro, trigo e centeio não moídos e sementes oleaginosas na Agropecuária; pirites de Ferro, minérios de metais preciosos e linhita e turfa na Indústria Extrativa; e sucos, produtos laminados de Ferro ou aço e veículos automóveis de passageiros na Indústria de Transformação.
Nas importações mensais até a terceira semana de fevereiro de 2026, a Agropecuária somou US$ 0,28 bilhão, com queda de 17,3%; a Indústria Extrativa atingiu US$ 0,66 bilhão, alta de 7,5%; e a Indústria de Transformação alcançou US$ 15,64 bilhões, avanço de 11,3%. O aumento foi impulsionado por compras de animais vivos, cacau e soja na Agropecuária; pedra, areia e cascalho, linhita e turfa e óleos brutos de petróleo na Indústria Extrativa; e óleos combustíveis, fertilizantes químicos e plataformas e embarcações na Indústria de Transformação.
Mesmo com o crescimento total das importações, registraram queda trigo e centeio não moídos, milho não moído e látex na Agropecuária; outros minérios e concentrados de metais de base, carvão e gás natural na Indústria Extrativa; e compostos organo-inorgânicos, inseticidas e motores e máquinas não elétricos na Indústria de Transformação.