Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Agro
Brasil

Embalagem inteligente muda de cor para avisar que o peixe estragou

Cientistas usaram o repolho roxo como 'tinta'; em dois dias, embalagem ficou azul com filé de merluza estragado
07 mai 2025 às 16:35
Por: Band
Matheus Falanga/Embrapa

Cientistas brasileiros e americanos usaram uma tecnologia revolucionaria e criaram uma embalagem capaz de avisar ao consumidor quando o alimento não está apropriado para o consumo. A embalagem muda de cor conforme o alimento estraga. O produto, que usa pigmentos naturais extraídos do repolho roxo, foi criado por pesquisadores da Embrapa Instrumentação, em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e a Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos (UIC).


De acordo com os cientistas, a embalagem é feita a partir da técnica de fiação por sopro em solução para produzir mantas de nanofibras inteligentes usando os pigmentos vegetais naturais. A técnica também foi desenvolvida por cientistas brasileiros. Essas mantas, usadas como embalagens, são capazes de monitorar a qualidade dos alimentos em tempo real pela alteração da cor e isso ocorre pela interação química entre os compostos liberados durante a deterioração e o material da embalagem.


Em testes em laboratórios, a embalagem inteligente mudou de roxo para azul durante o monitoramento do frescor de um filé de merluza. Enquanto estava fresco e apropriado para o consumo, a embalagem se manteve roxa, mas após 24 horas, ela começou a mudar de cor ficando lilás. Após mais 48 horas, ficou cinza e após o período de 72 horas, ficou azul, demonstrando que o alimento embalado era inapropriado para o consumo, sem a necessidade de abrir a embalagem. 


A pesquisa já foi publicada em uma revista científica, a Food Chemistry. 


Outras notícias

Preços da tilápia seguem firmes com demanda da Quaresma

Conflito no Oriente Médio gera cautela no mercado suinícola

Carne bovina brasileira bate recorde de exportação em fevereiro

A técnica de fiação por sopro em solução (SBS, do inglês Solution Blow Spinning) foi desenvolvida em 2009 por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Embrapa Instrumentação, em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos USDA), e é capaz de produzir micro e nanoestruturas poliméricas com diversas vantagens, entre elas, a rapidez no desenvolvimento das nanofibras, que leva apenas duas horas. As nanofibrassão estruturas em escala nanométrica que podem formar não tecidos. Um nanômetro é equivalente a um bilionésimo de um metro. 

Veja também

Relacionadas

Agro
Imagem de destaque

Café pode ter safra acima das expectativas

Agro
Imagem de destaque

Brasil exporta 1,55 milhão de tonelada de milho em fevereiro

Agro

Gripe aviária: Argentina suspende exportações após 3º caso da doença

Agro

Tensões no Oriente Médio impulsionam alta do preço do café

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Adolescente de 16 anos desaparece após sair para trabalhar em Londrina

Cidade
Londrina e região

Suspeito de estupro de vulnerável morre em confronto com a Polícia Militar em Londrina

Cidade
Cascavel e região

Troca de tiros em garagem termina com dono de revenda morto e assaltante ferido e preso

Cidade
Londrina e região

"Tão podre que preto perde para ela" diz vereador sobre água de piscina em Ibiporã

Brasil e mundo
Brasil

Fonoaudiólogo estupra criança autista de 4 anos durante atendimento

Podcasts

Podcast O Construtor | EP 3 | Construtora Bild em Londrina | Eric Dourado

Podcast Fala Advocacia | EP 9 | Qual o papel da comissão de prerrogativas?

Podcast Corta Pra Elas | EP 2 | Reflexões sobre adoção e maternidade | Leila Donária

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.