Agro

Exportação de carne bovina desacelera em julho após recorde

14 ago 2026 às 13:12

As exportações de carne bovina do Brasil registraram desaceleração no mês de julho, interrompendo a sequência de altas que marcou o melhor primeiro semestre da série histórica do setor. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o recuo está associado principalmente à diminuição dos embarques para a China, principal comprador da carne bovina brasileira.


O governo chinês aponta que o país antecipou parte das aquisições no início do ano e já atingiu cerca de 90% da cota anual estabelecida para as importações do produto.


Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) indicam que o Brasil exportou 257,98 mil toneladas do item em julho, volume 16,83% menor do que o apurado no mesmo mês de 2025. O faturamento no mercado externo teve queda menos pronunciada: a receita de exportação passou de US$ 1,66 bilhão em julho do ano anterior para US$ 1,56 bilhão neste ano, retração de 6,02%.


De acordo com pesquisadores do Cepea, a discrepância entre a queda no volume e a perda menor em faturamento evidencia a valorização do preço médio da carne no mercado internacional. Com isso, mesmo diante do menor volume de embarques de carne, a proteína brasileira manteve cotação superior à registrada no mesmo período de 2025.


A desaceleração em julho sucede um período de forte tração nas vendas externas do agronegócio brasileiro, sustentado pela aquecida demanda externa ao longo dos seis primeiros meses do ano. A recomposição ou readequação das compras por parte do mercado chinês passa a ditar o ritmo das negociações do setor no início deste segundo semestre.

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