O preço médio do suíno vivo registrou em agosto o menor valor da série histórica iniciada em 2002 pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Na praça paulista (SP-5), o animal posto na indústria foi negociado a R$ 4,97 por quilo, apresentando uma queda de 4% em comparação a julho, quando a cotação média estava em R$ 5,18/kg. O menor patamar anterior havia sido registrado em julho de 2006, com R$ 5,06/kg.
A retração nas cotações vem se intensificando ao longo do ano devido à baixa demanda do consumidor no mercado interno. Com a redução nas vendas no varejo, os frigoríficos diminuíram o ritmo de compra de lotes de animais, gerando um acúmulo na oferta nas granjas.
A alta disponibilidade de carne agravou o cenário econômico do setor. Dados do Cepea mostram que agosto contabilizou a segunda maior produção de carne suína do ano, elevando o volume no mercado nacional para cerca de 400 milhões de toneladas. O descompasso entre a elevada produção e o consumo desaquecido forçou o recuo dos preços.
A desvalorização do suíno vivo reduz a rentabilidade dos suinocultores, que enfrentam margens operacionais mais apertadas. O cenário desafiador exige a readequação de custos por parte dos produtores para enfrentar o período de excesso de oferta.